quinta-feira, 30 de junho de 2011

DE R$ 100 MIL em R$100 mil a quadrilha enche o cofre, enquanto o pobre contribuinte é assaltado.

Aquino entregava R$ 100 mil/mês para Rosely

Considerado o depoimento mais contundente, o ex-presidente da Sanasa, Luiz Aquino, confirmou hoje na CP (Comissão Processante)  todas as denúncias que fez ao Ministério Público. Ele foi além e disse que chegou a entregar cerca de R$ 100 mil por mês a Rosely Nassim Jorge Santos, mulher do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT). “Só falo o que vi porque falo com convicção”, disse Caria.
O ex-presidente reafirmou que Rosely era a líder da organização criminosa que se instalou na Sanasa. Segundo ele, todos os contratos foram fraudados desde 2005 a 2008.
A defesa de Hélio chegou a tentar suspender o depoimento de Aquino por considerá-lo como réu no processo que corre na Justiça. A comissão não acatou o pedido.

ONDE HÁ IRREGULARIDADES HÁ FUMAÇA DE CORRUPÇÃO!

Membros do 1º escalão dizem que há irregularidades

junho 30th, 2011
Dois integrantes do primeiro escalão da Prefeitura de Campinas admitiram ontem que encontraram irregularidades em suas respectivas repartições. Luiz Yabiku, secretário de Urbanismo, afirmou que houve “tratamento diferenciado na liberação de alvarás”. Já Tereza Dóro, presidente da Setec, autarquia municipal responsável pela fiscalização do uso do solo público, disse que refez algumas licitações porque os valores estavam superfaturados.
Os dois prestaram depoimento ontem na CP (Comissão Processante). Tereza, como testemunha de defesa do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), e Yabiku, convocado pela acusação. Ambos passaram a integrar o governo neste ano. Yabiku, por exemplo, assumiu a pasta de Urbanismo há um mês, após as denúncias do Ministério Público de que vários empreendimentos imobiliários foram aprovados de forma irregular. Tanto que  a prefeitura foi obrigada a  embargar várias obras em Campinas. Há suspeitas de cobrança de propina para a liberação de alvarás de  construção.
Já Tereza disse que as obras do Cemitério dos Amarais, por exemplo, é um dos processos licitatórios que foram cancelados. O valor que teria sido acordado era de R$ 5 milhões e, após ser refeito, ficou por volta de R$ 2 milhões. A presidente da Setec disse ainda que paga muito à Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Execepcionais), que responde pelo estacionamento do Cemitério da Saudade. “Estamos estudando um meio para rever o valor”. Ela citou ainda outro contrato, o de uma clinica médica. Tereza disse que não informou ao prefeito das irregularidades.
“Encontrei  licitações com preços elevadíssimos.”, Tereza Dóro, presidente da Setec

Calma! O Prefeito não está atrás das grades. Não precisa de habeas corpus.

População não acredita no depoimento do prefeito de Campinas

Notícias - Jornalismo


Depoimento
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Depoimento - 30/06/2011

População não acredita no depoimento do prefeito de Campinas
(Foto: Flávio Botelho)

Juiz indefere pedido de mordaça nos grampos do MP


Ralph Stettinger Filho pediu censura a divulgação das gravações do MP; Nelson Bernardes defende a liberdade de imprensa


29/06/2011 - 22h51 . Atualizada em 30/06/2011 - 07h17
Ricardo Brandt  Correio Popular  
 
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O advogado Ralph Tórtima Stettinger Filho, que defende o ex-diretor de Planejamento Ricardo Cândia no Caso Sanasa, pediu à Justiça que os órgãos de imprensa fossem proibidos de veicular e que todos os sites tirassem do ar os áudios das escutas telefônicas feitas pelo Ministério Público que vazaram no último final de semana.
No pedido, que foi indeferido pelo juiz da 3ª Vara Criminal, Nelson Augusto Bernardes, o advogado “requer (..) que os veículos de comunicação em massa sejam impedidos de divulgar, de qualquer maneira, conteúdo parcial e/ou integral de peças ou informações dos autos protegidas por sigilo e sejam notificados para suprimirem, de seus sites ou plataformas de informações, imediatamente, diálogos derivados de interceptações telefônicas protegidas por sigilo”.
O advogado sustenta que “vazar informações judiciais não é investigar” e que isso pode ferir o processo. Parte do conteúdo dos áudios, com mais de 5 mil conversas interceptadas no caso, foi divulgada neste sábado (25) pela imprensa. As conversas são da primeira-dama Rosely Nassim Jorge Santos, apontada como líder do suposto esquema de arrecadação de propinas, de secretários de governo, do delator do caso Luiz Castrillon de Aquino e de outros investigados.
A petição do advogado, apresentada em seu nome e não como representante de Cândia, foi protocolada nesta terça-feira (28) e negada nesta quarta-feira (29) pelo magistrado, que considerou “inviável o acolhecimento do pedido”.
Leia mais nas edições do dia 30/06 dos jornais do Grupo RAC

Carlos Henrique Pinto pediu apoio da OAB antes de depor ao MP

Escuta autorizada pela Justiça flagrou conversa com Tereza Dóro

30/06/2011 - 08:50
EPTV
 
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Uma gravação de uma ligação telefônica entre a presidente da Setec, Tereza Dóro, e do ex-secretário de Segurança Pública, Carlos Henrique Pinto, com autorização da Justiça mostra que Pinto pediu apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) antes do depoimento que prestou ao Ministério Público (MP). O ex-secretário é um dos investigados em casos de possíveis irregularidades em contratos públicos e liberação de alvarás de funcionamento de bares e restaurantes em Campinas. Pinto chegou a ser preso no início do mês.
Carlos Henrique diz: “Não sei se você consegue colocar a comissão da OAB. O presidente da OAB para ir comigo, não sei o que esses caras querem pô.
Tereza Dóro diz: “Claro, claro que eu consigo. Eu ponho, pode deixar que eu vou acionar já esse povo.
Carlos Henrique diz: “Por favor”.
Tereza Dóro diz: “Inclusive eu tava esperando, se o Nivaldo tivesse lá na Sanasa, ficaria muito mais fácil, NE. Mas parece que o negócio lá gorou. Eu vou ver isso aí para você. Vou telefonar pro Sérgio Vallim, você conhece?”.
Carlos Henrique diz: “Se você conseguisse fazer isso para mim eu ficaria muito”.
Vinte minutos depois uma nova ligação entre os dois.

Tereza Dóro diz: “Carlos?”
Carlos Henrique diz: “Oi Tereza!”

Tereza Dóro diz: “Acabei de falar com ele, ele está à sua disposição. A hora que você receber a intimação você me liga, a gente marca um encontro e vamos conversar e ele vai com você.

Por telefone, Nivaldo Dóro, que é presidente da Comissão de Ética da OAB, disse que ele e a esposa conhecem o ex-secretário há muito tempo e que na época em que Carlos Henrique foi convocado para depor, Nivaldo era corregedor da Guarda Municipal, subordinado ao então secretário. Por isso, ficaria chato acompanhá-lo ao depoimento como representante da OAB. Quando Tereza diz que seria mais fácil se Nivaldo já estivesse na Sanasa, ele explicou que ela quis dizer que não haveria conflito se Nivaldo acompanhasse Carlos Henrique ao Ministério Público, porque não seria mais chefe e subordinado. E a assessoria do presidente da OAB, José Vallim, disse que o acompanhamento de advogados em depoimentos é normal e o órgão atende sempre que solicitado.

Bom Dia Cidade: Veja como foram os depoimentos na Comissão Processante

Prefeito e secretários estiveram no Legislativo

30/06/2011 - 09:15
Da redação
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Lançamento do livro “Corrupção, Estado Democrático de Direito e Educação”

Brasília – Lançamento do livro “ Corrupção, Estado Democrático de Direito e Educação” de Affonso Ghizzo Neto – CONFEA, 30 de junho.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Estamos de olhos bem abertos!!!!

Bambeou as pernas. Esse é o Marcelo que tripudiou o MP

bambeou as pernas

O tal de marcelo figueiredo na pressão bambeou as pernas...nem começou, imaginem o que na pressão deve ter contado....A coisa é tão grande que tem politicos envolvidos, bancos, negociatas  de todos os tipos que superam bilhões, e o povo tonto pagando agua e luz com preço de extorção, iptu, a cidade um lixo. Dizem que tem até deputado envolvido. As  mulheres são mais duronas que muito “machão”.    Ao saber do aumento do cerco do MP, Figueiredo chora e admite não estar aguentando mais
(Foto: Cedoc/RAC)  Marcelo Figueiredo chora as pitangas, imagine se for para o Ataliba nogueira....dona de cela...O problema é que no brasil quem “rouba” não pega cadeia.... Os áudios das conversas interceptadas pelo Ministério Público (MP) no Caso Sanasa revelam que os denunciados podem ter utilizado empresas em nomes de laranjas para tentar impedir o sequestro de bens. O ex-diretor financeiro da Sanasa Marcelo Figueiredo afirma, em trechos dos grampos, que possui uma empresa chamada 'Torinam Uruguai' registrada no nome de terceiros e que iria tentar transferir bens em seu nome para a empresa. Marcelo também se separou apenas formalmente da esposa também para evitar que seu patrimônio fosse bloqueado pela Justiça. Em uma das conversas com seu advogado, Mário de Oliveira Filho, os dois falam da recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que invalidou os grampos da Operação Castelo de Areia e riem. Uma semana depois e, ao saber do aumento do cerco do MP, Marcelo chora e admite 'não estar aguentando mais' Marcelo Figueiredo é apontado pelo MP como responsável pela intermediação de contatos com empresários e lobistas, acertando os processos licitatórios para o grupo. Ele é acusado de formação de quadrilha e corrupção passiva.  A movimentação de Marcelo para tirar os bens de seu nome fica clara na escuta do dia 10 de abril às 18:19. O ex-diretor financeiro da Sanasa conversa com uma pessoa de nome Luís Henrique, sócio da empresa Torinm e possível laranja, e afirma já estar 'tomando providências' para tirar os bens de seu nome. 'Tô tomando... já fiz a separação judicial' . Luís Henrique fala para Marcelo correr 'com issso' , porque já teria passado pela mesma situação e que é 'catedrático' no assunto. 'Aquilo que aconteceu na conta sexta-feira é bloqueio judicial. Eu falei para você... Tenho certeza, eu sou catedrático nisso. O juiz faz o bloqueio judicial on line das contas... Eles bloqueiam tudo' , afirma Na conversa, Luís Henrique orienta Marcelo a tentar transferir os bens com datas anteriores para tentar impedir qualquer tipo de anulação de transferência posteriormente. 'Você precisa correr, porque tem uma lei que alcança a transferência até com prazo pra trás, precisa ver isso com o advogado' , afirma. No mês de Abril, Marcelo faz diversas ligações para um contador chamado Ismael e deixa claro que possui uma empresa chamada Torinam Uruguai em nome de outras pessoas. Os dois tratam da transferência de uma casa em Campos do Jordão. 'A Torinam Uruguai é minha, então acabou, você entendeu?' , questiona. E Ismael completa: 'Tudo bem, ela é nossa,´mas só você sabe disso, ninguém sabe que a Torinam é sua' , afirma. Marcelo confirma com outra pessoa chamada Flávio sobre a existência da empresa e a possibilidade de transferir bens à companhia. 'Humm... talvez seja essa a saída... Meu Deus do Céu, veja bem, porque eu tenho uma empresa Ltda, que não é minha, tá certo?! Minha esposa e eu podemos transferir direto para ela sem alteração' ,afirma. Flávio completa: 'Mas não fica desesperado'  No mesmo dia, mais tarde, descontrolado e já pressionado pelas notícias que dão conta das investigações, Marcelo conversa com a esposa, Maria Luísa, desaba e chora. 'Ahã.. Inferno viu..(chorando) não aguento mais... eu não tô aguentando mais...

Comissão interrompe depoimentos para abrir sessão

Os depoimentos serão interrompidos entre 30 e 40 minutos para abertura da sessão de Câmara, mas as testemunhas voltarão a ser ouvidas


29/06/2011 - 15h55 . Atualizada em 29/06/2011 - 17h54
Portal RAC    

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O presidente da Sanasa, Lauro Péricles Fonçalves
(Foto: Portal RAC)
Integrantes da Comissão Processante da Câmara
(Foto: Cedoc/RAC)










Após o depoimento do prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), na manhã desta quarta-feira, os vereadores que compõem a Comissão Processante ouviram as testemunhas de acusação e, após um recesso previsto de meia hora, começam a ouvir as testemunhas de defesa do prefeito no Caso Sanasa.
A Comissão Processante da Câmara de Campinas abriu às 9h desta quarta-feira os trabalhos de depoimentos. O suposto envolvimento do prefeito está sendo investigado pela CP e o parecer dela pode culminar no impeachment (afastamento permanente) de dr. Hélio.

Foram ouvidos como convocados pela acusação o ex-presidente da Sanasa, Luiz Augusto Castrillon, o empresário Ilário Bocaletto e o secretário de Urbanismo e ex-vereador Luís Yabiku. Clique aqui para ler sobre os depoimentos.
 Segunda testemunha - Lauro Péricles Gonçalves - presidente da Sanasa
O primeiro questionamento do advogado de defesa é sobre qual é a relação entre a Sanasa e a Prefeitura. A testemunha disse que a relação com o prefeito é muito pequena, pois a empresa é uma Sociedade Anônima e só em questões muito importantes o prefeito é comunicado. A relação do prefeito com os contratos feito pela Sanasa, segundo ele, é nenhuma. Também disse que nunca despachou com o prefeito.
Péricles afirma que foi feita a auditoria na Sanasa a pedido do prefeito Hélio. Outros levantamentos de contrato também teria sido solicitados pelo prefeito desde que ele está na presidência da Sanasa, a partir de 2008. Também afirmou que há auditorias externas realizadas por uma empresa contratada.
Ele disse que a única empresa sob suspeita da MP que ainda mantém contrato com a Sanasa é a Lotus, mas que isso ocorre porque o contrato anterior ainda não terminou e ela não participou da nova licitação. Os depoimentos serão interrompidos entre 30 e 40 minutos para abertura da sessão de Câmara, mas os depoimentos serão retomados.
Primeira testemunha de defesa - Tereza Dóro - Presidente da Setec 
Tereza foi questionada pelo vereador Artur Orsi (PSDB) se ela tinha conhecimento das denúncias contra o governo Hélio. Ela disse conhecer parte do pedido de impeachment, mas não em detalhes. Também disse que não conhece 90% dos acusados no Caso Sanasa e nem ouviu falar de envolvimento do prefeito Hélio. 'Se soubesse qualquer coisa do gênero, não teria aceitado o pedido para integrar a administração', afirmou.
Dóro afirmou que só foi chamada uma vez pelo prefeito Hélio, quando ele pediu informações sobre as denúncias de uso indevido de corpos para estudos e cursos na Setec. Ele teria pedido pressa nas investigações para apurar as responsabilidades no caso denunciado pelo Correio Popular.
Contratos refeitos
A presidente da Setec disse que está revendo alguns contratos. Ela afirma que interrompeu um contrato de reforma do Cemitério dos Amarais e conseguiu fazer o serviço por uma valor dez vezes menor. Outro contrato que ela considera muito alto é com a Apae, que promete rever.
Respondendo ao vereador Sebastião dos Santos (PMDB), sobre se trabalha com a mesma equipe que estava na autarquia antes de sua entrada, ela disse que dispensou vários funcionários por falta de empenho no trabalho. Em seu depoimento, a presidente lembrou de várias irregularidades que ela encontrou na autarquia e afirma ter resolvido sem o conhecimento do prefeito. 'Eu não sou de levar problemas, eu busco soluções', disse.
Caiu sentado
A presidente diz acreditar que o prefeito Hélio tenha 'caído sentado' quando soube das acusações de irregularidades. 'Da mesma forma que eu acredito em meus diretores, ele deve acreditar em seus secretários', afirmou. O vereador Zé do Gelo (PV) perguntou se ela acredita que houve falha por parte do prefeito em não acompanhar os seus secretários. 'Se eu coloco uma empregada em minha casa é porque eu confio nela. Se ela vier a me roubar depois, é outro problema, mas inicialmente tem que haver confiança', disse.
 O vereador Rafa Zimbaldi (PP) disse que o prefeito é responsável por verificar todos os contratos da Prefeitura. 'É impossível vereador, em uma cidade como Campinas, o prefeito analisar todos os contratos', disse Dóro. O depoimento da presidente da Setec termina às 17h22. Ela terminou dizendo que é campineira e nunca viu a cidade ser tão beneficiada nos últimos 40 anos como agora. 'É triste ver como a população que teve tantos benefícios esqueça de tudo isso após essas denúncias', disse ao fim do depoimento.

Vereadores vêem com preocupação a linha de defesa

Para eles, alegação de falta de conhecimento das irregularidades pode comprometer a gestão de Hélio




29/06/2011 - 12h30 . Atualizada em 29/06/2011 - 16h53
Portal RAC    





Vereador Sebá Torres: desconhecimento não retira responsabilidade
(Foto: Edu Fortes/AAN/Cedoc)









Vereadores que acompanharam o depoimento do prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), aos integrantes da Comissão Processante, na manhã desta quarta-feira (29), disseram que as declarações do prefeito  são preocupantes, na medida que alegou desconhecimento das irregularidades envolvendo a Sanasa.
O presidente do Legislativo, Pedro Serafin (PDT), no entanto, enalteceu a presença do  prefeito - na noite de terça-feira o advogado de Hélio informou que o mesmo não compareceria na Câmara e que estava à disposição a CP em seu gabinete -, e também disse que a linha de defesa adotada é preocupante. '
'Ele cedeu à pressão pública, repensou sua decisão e decidiu comparecer hoje (quarta-feira). Hélio adotou uma linha de defesa válida, mas muito preocupante',  disse Serafin.
Segundo ele, o principal argumento do prefeito foi o desconhecimento, mas isso não exclui sua responsabilidade. 'As pessoas foram nomeadas por ele, elas tinham poder de decidir  e delegar', enfatizou.
Valdir Terrazan (PSDB), autor de pedidos de afastamento do prefeito enquanto a Comissão Processante investiga as irregularidades, disse que Hélio, com seu depoimento, se mostrou omisso . 'Apesar de dizer que não sabia de nada, ele é responsável pelo que acontece na Prefeitura', disse.
Sebá Torres (PSB) é da mesma opinião de Terrazan. 'Ele (Hélio) estava muito bem orientado pelos advogados de defesa,  mas ele é o responsável pelo que acontece na administração. Se não fosse assim, não precisaríamos de prefeito, apenas de secretários', concluiu Torres.

Aquino reforça acusações contra Rosely

Comissão ouve agora o atual presidente da Sanasa

Após o depoimento do prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), os vereadores que compõem a Comissão Processante ouviram as testemunhas de acusação


29/06/2011 - 15h55 . Atualizada em 29/06/2011 - 17h26
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Integrantes da Comissão Processante da Câmara
(Foto: Cedoc/RAC)















Após o depoimento do prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), na manhã desta quarta-feira, os vereadores que compõem a Comissão Processante ouviram as testemunhas de acusação e, após um recesso previsto de meia hora, começam a ouvir as testemunhas de defesa do prefeito no Caso Sanasa.
A Comissão Processante da Câmara de Campinas abriu às 9h desta quarta-feira os trabalhos de depoimentos. O suposto envolvimento do prefeito está sendo investigado pela CP e o parecer dela pode culminar no impeachment (afastamento permanente) de dr. Hélio.

Foram ouvidos como convocados pela acusação o ex-presidente da Sanasa, Luiz Augusto Castrillon, o empresário Ilário Bocaletto e o secretário de Urbanismo e ex-vereador Luís Yabiku. Clique aqui para ler sobre os depoimentos.
 Segunda testemunha - Lauro Péricles Gonçalves - presidente da Sanasa
O primeiro questionamento do advogado de defesa é sobre qual é a relação entre a Sanasa e a Prefeitura. A testemunha disse que a relação com o prefeito é muito pequena, pois a empresa é uma Sociedade Anônima e só em questões muito importantes o prefeito é comunicado. A relação do prefeito e contratos da Sanasa, segundo ele, é nenhuma.
Primeira testemunha de defesa - Tereza Dóro - Presidente da Setec 
Tereza foi questionada pelo vereador Artur Orsi (PSDB) se ela tinha conhecimento das denúncias contra o governo Hélio. Ela disse conhecer parte do pedido de impeachment, mas não em detalhes. Também disse que não conhece 90% dos acusados no Caso Sanasa e nem ouviu falar de envolvimento do prefeito Hélio. 'Se soubesse qualquer coisa do gênero, não teria aceitado o pedido para integrar a administração', afirmou.
Dóro afirmou que só foi chamada uma vez pelo prefeito Hélio, quando ele pediu informações sobre as denúncias de uso indevido de corpos para estudos e cursos na Setec. Ele teria pedido pressa nas investigações para apurar as responsabilidades no caso denunciado pelo Correio Popular.
A presidente da Setec disse que está revendo alguns contratos. Ela afirma que interrompeu um contrato de reforma do Cemitério dos Amarais e conseguiu fazer o serviço por uma valor dez vezes menor. Outro contrato que ela considera muito alto é com a Apae, que promete rever.
Respondendo ao vereador Sebastião dos Santos (PMDB), sobre se trabalha com a mesma equipe que estava na autarquia antes de sua entrada, ela disse que dispensou vários funcionários por falta de empenho no trabalho. Em seu depoimento, a presidente lembrou de várias irregularidades que ela encontrou na autarquia e afirma ter resolvido sem o conhecimento do prefeito. 'Eu não sou de levar problemas, eu busco soluções', disse.
A presidente diz acreditar que o prefeito Hélio tenha 'caído sentado' quando soube das acusações de irregularidades. 'Da mesma forma que eu acredito em meus diretores, ele deve acreditar em seus secretários', afirmou. O vereador Zé do Gelo (PV) perguntou se ela acredita que houve falha por parte do prefeito em não acompanhar os seus secretários. 'Se eu coloco uma empregada em minha casa é porque eu confio nela. Se ela vier a me roubar depois, é outro problema, mas inicialmente tem que haver confiança', disse.
 O vereador Rafa Zimbaldi (PP) disse que o prefeito é responsável por verificar todos os contratos da Prefeitura. 'É impossível vereador, em uma cidade como Campinas, o prefeito analisar todos os contratos', disse Dóro. O depoimento da presidente da Setec termina às 17h22. Ela terminou dizendo que é campineira e nunca viu a cidade ser tão beneficiada nos últimos 40 anos como agora. 'É triste ver como a população que teve tantos benefícios esqueça de tudo isso após essas denúncias', disse ao fim do depoimento.
Testemunhas de defesa: arroladas pelo prefeito Hélio de Oliveira Santos

HÉLIO DE OLIVEIRA SANTOS - Prefeito de Campinas

LAURO PÉRICLES GONÇALVES - Presidente da Sanasa

CLÁUDIO QUÉRCIA - Diretor da Sanasa

ANTÔNIO CARIA NETO - Presidente do Conselho da Sanasa e Secretário de Negócios Jurídicos - PMC

PEDRO JAIME ZILLER DE ARAÚJO - Presidente da IMA (Ex-presidente da Anatel)

ALAIR ROBERTO DE GODOY - Secretário de Planejamento de Campinas

PAULO SÉRGIO GARCIA DE OLIVEIRA - Secretário de Meio Ambiente - PMC

ANTÔNIO CARLOS CHIMINAZZO - Secretário-executivo do Comdema, na Secretaria Municipal de Meio Ambiente

PAULO GALLI - Superintendente da CEF - Campinas

HENRIQUE BIANCO - HM Engenharia

LUIZ CLÁUDIO AMOROSO - Presidente Sinduscon - Campinas

FRANCISCO DE OLIVEIRA LIMA FILHO - Presidente da Habicamp

EDINHO SILVA - Deputado Estadual – Presidente PT Estadual

GUILHERME CAMPOS - Deputado Federal (DEM)

CARLOS LUPI - Ministro do Trabalho e presidente de honra do PDT

ORLANDO SILVA - Ministro dos Esportes

JOÃO ROSSI - Diretor-presidente da Rossi Empreendimentos

CARLOS ZARATTINI - Deputado Federal (PT)

MIRO TEIXEIRA - Deputado Federal (PDT)

TEREZA DÓRO - Presidente da SETEC

JOSÉ FRANCISCO KERR SARAIVA - Secretário Municipal de Saúde

SALVADOR AFONSO FERNANDES PINHEIRO - Presidente do Hospital Municipal 'Dr. Mário Gatti'

SAULO PAULINO LONEL - Secretário Municipal de Administração

Testemunhas de acusação: arroladas pelo vereador Artur Orsi

LUIS YABIKU - Vereador licenciado e atual secretário de Urbanismo de Campinas

SIMONE MEDEIROS EYER THOMAZ - Servidora pública e ex-diretora do Departamento de Controle Urbano de Campinas

CINTHIA DOS REIS PARANHOS - Servidora pública municipal e ex-assessora do Gabinete do Prefeito

ILÁRIO BOCALLETO - Empresário

LUIZ AUGUSTO CASTRILLON DE AQUINO - Ex-presidente da Sanasa

CARLOS HENRIQUE PINTO - Ex-secretário de Assuntos Jurídicos e Segurança Pública de Campinas

HÉLIO CARLOS JARRETTA - Ex-secretário municipal de Urbanismo

FRANCISCO DE LAGOS VIANNA CHAGAS - Ex-secretário municipal de Comunicação

MARCELO QUARTIM BARBOSA DE FIGUEIREDO - Ex-diretor financeiro da Sanasa

Confira como foi o depoimento do prefeito

Comissão processante irá ouvir mais 20 testemunhas de acusação e de defesa


29/06/2011 - 08h30 . Atualizada em 29/06/2011 - 16h27






Prefeito Hélio de Oliveira Santos em depoimento
(Foto: Divulgação)










11h35 - Zimbaldi pergunta sobre as considerações finais. Hélio agradeçe a todos, pede desculpas se envolveu o nome do ex-prefeito, Edvaldo Orsi, que acredita na verdade, no mérito na justiça e pede o direito de ir ao banheiro.  Na sequência, a sessão é suspensa por 15 minutos.
11h34 - Zimabaldi pergunta como foi apresentado a empresa de marketing? Disse que foi através de uma empresa, mas não lembra o nome e que no início da campanha teve o apoio do PT, inclusive teve o apoio do José Dirceu.
11h32 - O senhor se sente responsável por essas pessoas?, pergunta Zimbaldi. Sim me sinto responsável por algumas pessoas. O Carlos Henrique Sampaio, por exemplo, foi candidato a deputado federal. Crei que cada um deles tem o direito de defesa.
11h30 - Zimbaldi pergunta como ele foi apresentado a essas pessoas. Hélio disse que foi sua coordenação de campanha eleitoral e que uma das coordenadoras era sua mulher.  Disse que quando era deputado, a única pesso que ele tinha envolvimento era o Aquino. Também negou que alguns dos envolvidos tivessem sido seus assessores.
11h29 - Zimbaldi pergunta se ele não acha coincidência a maioria citada ser do Mato Grosso. Hélio respondeu que vê relação.
11h25 - Vereador Zé do Gelo perguntou sobre as pessoas de fora de Campinas em seu governo. Hélio disse que não vê nenhum problema e que não é mera coincidência muitas serem de Mato Grosso. Neste momento ele cita nomes olhando em seu celular. São pessoas de Campinas, como o Gustavo Petta, secretário Municipal de Esportes, lembrou Teresa Dóro, Sebastião Arcanjo e Gerson Bittencourt, que é gaúcho. Assim, meu governo não é formado em sua maioria por matogrossenses.
11h24 - Zimbaldi pergunta se ele tinha conhecimento de que Lagos era proprietário de empresas. Hélio disse que desconhecia e que não lembrava quem apresentou o trabalho de Lagos na áerea de entretenimento, mas que demostrou sua competência durante a campanha.
11h22 - Zimbaldi pergunta sobre a indagação de Francisco de Lagos. Hélio disse que Lagos foi nomeado primeiro como secretário de Cultura e que ficou alguns anos na Pasta. Zimbaldi pergunta os motivos que levaram à sua indicação. Hélio respondeu que foi o seu grande conhecimento na área (como Carnaval, festas juninas).
11h20 - Zimbaldi pergunta sobre acesso livre de empresas em seu gabinete. Hélio disse que não, só os de investimentos na cidade. Zimbaldi disse que Rosely recebia. Hélio disse que fazia parte dos trabalhos dela e que tinha conhecimento disso.
11h14 - Sebastião aborda o sentimento atual do campineiro mediante. Sebastião sai em defesa do Hélio enquanto a sua idoneidade e também a empresa Sanasa. E disse que acha que o ex-secretário do DU 'aprendeu muito rápido' . Se futuramente comprovadas estas denúncias, nos teremos uma decepção mito grande,o senhor se sentiria traído? Hélio disse que está passando por um purgatório e que jamais pensou que o Aquino pudesse ter agido da maneira que o agiu, lembrando que foram amigos de infância. Politicamente, Campinas vai continuar com o mesmo trabalho. Num primeiro sentimento, seria o de traição, mas sou muito católico e todos um dia v]ão passar por uma provação
 11h13 - Orsi indaga que Hélio vem sendo orientado pelos advogados. Zimbaldi disse que o prefeito tem o direito de ser acompanhado.
11h11 - Zimbaldi pergunta quem emite álvara. Hélio responde que os setores responsáveis, lembrando que nem todos os álvaras chegam até as mãos do secrtário e que algumas coisas se resolvem com as diretorias.
11h10 - Zimbaldi pergunta se alguma vez Rosely o participou das conversas com Aquino. Disse que não, apenas no caso de 2008.
11h09 - Zimbaldi questiona o que ele tem a dizer sobre loteamentos fraudulentos. Disse que não tinha conhecimento. E que está tomando medidas pertinentes à cidade e que revogou algumas obras.
11h08 - Zimbaldi pergunta se ele tem acompanhado todo os processos de parecer de contas. Disse que sim, mas através de sua assessoria e que confia em sua equipe.
11h06 - Zimbaldi lembrou que o prefeito despacha co vários secretários. Pergunta se autarquias e outras empresas também. Hélio disse que sim. Eram reuniões mensais de planos de metas. As atividades operacionais, no entanto, tem sua direção;
11h03 -  Zimbaldi lembrou, no entanto, que o presidente da Sanasa foi nomeado por ele. ZImbaldi perguntou quantas antenas foram embragas na cidade. Hélio disse que não sabia. 
11h01 - Zimbaldi pergunta porque houve a renovação de contratos da Sanasa com empresas envolvidas. Hélio respondeu que soube pela imprensa. Zimbaldi insiste em perguntar se não seria mais prudente o cancelamento dos contratos. Hélio responde que sim, mas que não tem conhecimento técnico sobre o assunto por se tratar de uma empresa pública. E como prefeito pode orientar, mas não pode interferir nas licitações de empresas públicas. Não sou responsável por licitações.
11h - Zé do Gelo pergunta se não houve um exagero no número de instalações de antenas e que se ele não acha que houve abuso. Hélio disse que o número de antenas estão sendo revistas.
10h59 - Zé do Gelo sobre o conhecimento do prefeito em relação às construtoras envolidas. Hélio disse que soube pela imprensa.
10h57 - Vereadores voltam a questionar os critérios da contração dos envolvidos. Zimbaldi pergunta o que vale mais: idoneidade ou critério técnico. Hélio respondeu o critério técnico e que para ele todos são idôneos. 
10h53 - Zimbaldi perguntou quais os critérios para nomeações de seu governo. Helio disse que leva em consideração a expressividade popular e grau técnico. Sobre a idoneidade disse que é preciso ter conhecimetno e que está preocupado em administrar Campinas.
10h52 - Zimbaldi perguntou se Aquino o emprestou dinheiro.  Disse que sim e que foi para sua campanha a deputado.
10h48 - Zimbaldi pergunta o que ele acha da investigação do Minístério Público. Hélio votla a dizer que não existem grampos que o envolvam e citou apenas o caso do grampo publicado hoje no jornal O Estado de S.Paulo que o envolve numa negociação com uma empresa.
10h47 - Sebastião pergunta se as investigações estão no caminho certo. Hélio afirma que a investigação irá clarear todas as partes envolvidas no process e não só a Sanasa. 
10h46 - Vereador Sebastião dos Santos pergunta se Hélil disse que não existe nenhum grampou ou prova que o envolvam.
10h46 - Zimbaldi pergunta se a primeira-dama tem relacionamento com  esquema  criminoso. Hélio disse que não. Disse que sua mulher não é criminosa e que acredita que sua mulher poderá se defender.
10h45 - Zimbaldi pergunta se Hélio tem imóvel no Exterior, principalmente nos Estados Unidos. Disse que não.
10h42 - Rafa Zimbaldi perguntou sobre a participação da Prefeitura na Sanasa. Zimbaldi pergunta a quem eram subordinados. Helio disse que os secretários eram subordinados ao prefeito. Sobre o Demétrio Vilagra, vice, enquanto presidente Ceasa, Disse desconhecer e também o lobista Maurício Manduca. Disse que desconhecia. Orsi pergunta se a chefe de gabinete conhecia os envolvidos citados.
10h39  - Orsi volta a questionar porque Helio não pediu o rompimento da Sanasa com as empresas citadas no caso, em 2008. Hélio voltou a alegar que se tratavam de boatos. Artur Orsi encerra seus quesitonamentos.  Zimbaldi abre as perguntas para os demais membros. 
10h36 - Zimaldi questiona Helio sobre o conhecimento de uma fita mostrando o envolvendo das empresas citadas no processo. Hélio volta a dizer que não tinha conhecimento e que não poderia determinar nenhuma medida concreta por se tratar de boatos. Helio voltou a lembrar que estava em plena campanha. O prefeito disse que lida com boa política e não com uma política baixa, que envolve bebidas,, mulheres etc. Disse que sua mulher também sabia dos boatos.
10h32 - Orsi, lembrou que Aquino disse que não foi chamado pelo prefeito para saber sobre problemas envolvendo a Sanasa. Hélio ficou de enviar cópias das auditorias. O advogado de Helio, Alberto Rollo, se prontificou a entregar os documentos à CP o mais rápido possível.
10h29 - Orsi aponta contradição no depoimento de Hélio sobre o pedido de auditoria. Hélio disse que em 2008 e 2010 foram feitas sim, a seu pedido, auditorias externa e interna.
10h28 - Zimbaldi pergunta porque ele não pediu nenhuma abertura de sindicância por conta disso. Hélio respondeu que não poderia fazê-lo em cima de boatos.
10h24 - Orsi lembrou que o prefeito tinha conhecimento das irregularidades em em Aquino estavam envolvido. Hélio perguntou se ele estava sendo chantageado , que Aquino teve problemas cardíacos e que sugeriu que ele pedisse exoneração (o que foi feito).  Na época foram feitas ameaças em que Aquino aparecia em situações delicadas em fitas, mas que nunca teve contato com as mesmas. A chantagem era feita envolvendo outros comitês eleitorais. Ressaltou ainda que não acredita nos boatos e que Aquino era seu amigo de infância..
10h23 - Zimbaldi pergunta qual foi a função de Cândia na campanha. Helio disse que não sabia responder com exatidão.
10h20 - Orsi pergunta sobre se o prefeito tem conhecimento de facilitações de intermediações para o solo público. Hélio disse que não. Orsi volta a perguntar como Hélio conheceu Cândia. Ele respondeu que já tinha citado e que o conheceu durante a sua campanha para prefeito.
10h17 - Orsi voltou a questionar ordem de serviço envolvendo a autorização das antenas. Ele perguntou porque não foi tomada nenhuma medida para sanar uma 'lei inconstitucional'. Hélio respondeu que não tinha falado que a lei era inconstitucional. O prefeito disse que tomou conhecimento das irregularidades envolvendo a instalação de antenas pela imprensa.
10h12 - Orsi fala sobre as notificações do Ministério Público enviadas à Prefeitura. Hélio disse desconhecer e que não está procurando fazer nenhuma caça às bruxas e que espera que os empreendimentos resolvam logos as pendências. Entre os empreendimemtos, Hélio citou a MRV e uma obra do hipermercado Extra.
10h05 - Vereador Rafa Zimbaldi questiona o prefeito se ele tinha conhecimento a questão dos álvaras que eram concedidos por Jarreta. Hélio responderu que a questão dos álvaras era de competência do secretario. ZimbaLdio volta a questionar sobre o questão urbanistica. Hélio volta a confirmar que era de competência do Jarreta. Orsi questiona sobre a ordem de serviço de então secretário que centralizou em Jarreta toda a questão dos álvaras. Hélio negou qualquer conhecimento sobre o assunto e lembrou que semanalmente eram feitas reuniões para discutir a questão de análise dos projetos envolvendo Minha Casa Minha Vida. Hélio voltou a dizer que a Prefeitura está fazendo auditoria em todos os contratos solicitados pelo Ministério Público.
10h - Depoimento de prefeito completa uma hora. Orsi volta a indagnar que o prefeito nomeou pessoas com improbidade administrativa em Mato Grosso. Os ânimos se exaltaram entre o prefeito e o vereador Orsi. 
9h57 - Orsi perguntou se ele tinha conhecimento de que alguns envolvidos no Caso, como Ricardo Cândia e Aurélio Cance Junior, rerspondiam processo desde janeiro de 2005. Hélio, resumindo, disse desconhecer.
9h55 - Perguntou se sabe o paradeiro de Hélio Carlos Jarreta, ex-secretário de Urbanismo. Disse que não iria responder achando ser impertinente. Depois disse que não sabia do paradeiro. Na sequência, Orsi perguntou quais os critérios para a escolha de Jarreta. Mais uma vez alegou qualificações técnicas (Jarreta é arquiteto).
9h50 -  Orsi fala ao presidente da CP dizendo que após o caso vir à tona, em 20 de maio, alguns secretários foram exonerados, o que não aconteceu com a primeira-dama. Hélio reafirmou que a mulher foi praticamente linchada em praça pública e sem que ela tenha tido direito de defesa e que buscou um habeas corpus para protegê-la. Por esta razão, segundo ele, não poderia ter exonerado a mulher.
9h48 - Orsi lembra em depoimento ao juiz, o ex-presidente da Sanasa, Luiz Augusto Castrillon de Aquino,  disse que fazia reuniões e dava dinheiro para Rosely em três locais, incluindo a casa do prefeito. Hélio negou a informação.
9h45 - Orsi continua a fazer perguntas pertinentes ao trabalho de Rosely na Prefeitura e que se o prefeito tinha conhecimento de que Rosely era proprietária da empresa da Transportes Solução. Respondeu que a mulher praticamente emprestou seu nome para que o cunhado abrisse a empresa.
9h43 - Orsi pergunta sobre a localização da sala de Rosely na  Prefeitura e com periodicidade a primeira-dama despachava na Prefeitura. Hélio respondeu citando ainda que os despachos eram feitos em várias salas, entre elas a Sala de Mármore. As reuniões, segundo Hélio, eram semanais. Disse ainda que todas as reuniões eram feitas no trabalho e que não permitia levar trabalho para casa.
9h39 - Orsi pergunta qual o regime de casamento. Hélio disse que é de comunhão de bens.  Orsi pergunta  Hélio é orientado por seus advogados a se limitar a responder perguntas pertinentes ao caso.  Orsi pergunta qual o critério que ele teve para escolher Rosely para o cargo de chefe de gabinete. Disse que a escolheu porque ela tem qualificação técnica, citando ainda que ela é professora a Unicamp.
9h35 - Orsi lembra que que o processo é realmente político-administrativo. Disse ainda que respeita o prefeito por estar no local, mas refuta as declarações do prefeito dizendo que as contas da Prefeitura também foram rejeitadas pelo Tribunal por ter deixar de pagar precatórios.
9h34 - O presidente da Comissão explica como serão feitos os questionamentos ao prefeito. O primeiro a falar será o vereador Artur Orsi .
9h30 - Saiu novamente em defesa de sua mulher (Rosley) , dizendo que ela não pode ser levada à um linchamento político sem provas. Assim finalizou sua exposição. Zimbaldi, neste momento, começou a citar vários vereadores que estão presentes na Sala.
9h27 - Olhando para o vereador Artur Orsi, autor do pedido da comissão, Hélio fez questão de ressaltar que a cidade continua sendo administrada e que a 'cidade não pára' por uma questão política. Disse ainda não aceitar o que está acontecendo por uma estão moral. Disse que um grande escândalo, em 1996, e que deixou uma herança negativa no valor de R$ 75 milhões (ele se refere ao escandâlo dos precatórios). Disse que isso impediu que a cidade foi impedida de contrair investimentos por conta disso. Disse que não irá permitir que este referencial (comparando ao caso dos precatórios) se repita em Campinas.
9h20 - Após falar sobre a Sanasa, Hélio deu início a exposição sobre as antenas de telefonia, que também foram alvo de denúncias de irregularidades. Citou projeto de lei criado, conforme determinação da Anatel, que foi encaminhado à Câmara.  Disse ainda que foram abertas auditorias para apurar irregularidades no caso da concessão das antenas. Finalmente disse que a 'peça da Comissão Processante é um instrumento político'.
9h15 - Hélio começa a falar, dando bom dia aos presentes. Estão no local, os vereadores Sebastião dos Santos. Em primeiro lugar disse que vê a Comissão Processante como instrumentos político, Alegou que não existe nenhum grampo telefônico que o envolva e também negou qualquer conhecimento sobre irregularidades envolvendo a Sanasa. Disse ainda que não tem nenhum ato ou conhecimento de atos praticados de irregularidades. 
9h09 - Rafa Zimbaldi dá início aos trabalhos.
9h09 - Câmara dá início às trasmissões do depoimento
9h03 - Mais testemunhas chegaram à Câmara. Além de Teresa Dóro, o atual presidente da Sanasa, Lauro Periclés acaba de chegar ao Legislativo
9h - O Portal passa a transmitir on line os trabalhos da Comissão Processante da Cãmara de Campinas que irá ouvir o prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) e mais 20 testemunhas de acusação e de defesa. Algumas testemunhas já chegaram, como a presidente da Setec, Teresa Dóro. O prefeito já se encontra na sala de depoimentos,
A Comissão Processante da Câmara de Campinas abre às 9h desta quarta-feira os trabalhos de depoimentos. Segundo o presidente da Comissão, Rafa Zimbaldi (PSDB), a CP irá esperar a participação do prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT) por até 20 minutos.
O suposto envolvimento do prefeito está sendo ipnvestigado pela CP e o parecer dela pode culminar no impeachment (afastamento permanente) de dr. Hélio.

Aquino confirma propina e elogia inteligência de Rosely

Já falaram aos vereadores da Comissão, o prefeito Hélio, o atual secretário de Urbanismo, Luis Yabiku, o empresário Ilário Bocaletto e o ex-presidente da Sanasa


29/06/2011 - 11h43 . Atualizada em 29/06/2011 - 16h46
Portal RAC    

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Aquino afirmou que Hélio conhecia a Administração profundamente
(Foto: )

 
Após o depoimento do prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), os vereadores que compõem a Comissão Processante passam a ouvir as testemunhas de acusação e de defesa. No total, 20 pessoas foram convidadas. Portal RAC passa a transmitir on line os trabalhos da Comissão Processante da Câmara de Campinas Às 12h, a Comissão retomou os trabalhos após recesso de 15 minutos,
A Comissão Processante da Câmara de Campinas abriu às 9h desta quarta-feira os trabalhos de depoimentos. Segundo o presidente da Comissão, Rafa Zimbaldi.  O suposto envolvimento do prefeito está sendo ipnvestigado pela CP e o parecer dela pode culminar no impeachment (afastamento permanente) de dr. Hélio.
TERCEIRA TESTEMUNHA (Luiz Augusto Castrillon de Aquino)
O ex-presidente da Sanasa, Luiz  Augusto Castrillon de Aquino, é a terceira testemunha de acusação a ser ouvida pela Comissão. Os advogados de defesa do prefeito tentaram desqualificar a testemunha, mas o presidente da CP, vereador  Rafa Zimbaldi deu prosseguimento aos trabalhos. 
Aquino confirmou que fez várias reuniões na casa do prefeito, contrariando declarações do próprio prefeito. Também disse desconhecer que outra pessoa da administração tinha o mesmo grau de intimidade com Hélio. O ex-presidente da Sanasa afirma que o prefeito sabia sobre as chantagens que ele vinha recebendo dos lobista Maurício de Paulo Ricardo e Emerson Geraldo de Oliveira, mesmo porque o prefeito deve agir em cima de fatos e não boatos. Para confirmar sua tese, Aquino diz que nunca um presidente de uma empresa resolve deixar o cargo por boatos e atitudes infundadas.
Cepera
Aquino diz que na verdade o momento politico que antecedeu  sua saída da empresa era delicado devido à eleição. Disse ainda que quando deixou a Sanasa, por causa das gravações, o empresário José Carlos Cepera disse que os lobistas o estavam acharcando e que Cepera não aguentava mais isso.

Aquino confirma que Rosely disse que os dois lobistas estavam acharcando Cepera, porém as três empresas continuaram prestando serviço para a Sanasa. Aquino diz que após 17 de Setembro de 2010, Cepera e Manduca (Maurício de Paulo Manduca)  foram presos por falsidade ideológica e a partir dai a relação que Rosely falou não existia, uma vez que os dois foram presos juntos, em coação.

Reuniões
Aquino confirmou que fazia reuniões constantemente com o prefeito e que ele sempre foi um homem que acompanhava tudo  de perto. Segundo ele, Hélio sempre foi muito presente nas questões da adminsitração, inclusive motivo que o fazia admirar o prefeito. Que o mesmo tinha conhecimento do que acontecia na Prefeitura, ligava para secretários e presidentes das autarquias para saber sobre os andamento de projetos. 'Ele sempre foi uma pessoa muito viva dentro da adminsitração', disse.
Dinheiro
Aquino diz lembrar claramente como eram os encontros com a primeira-dama Rosely Nassim Jorge Santos, a entrega do dinheiro era denominada como 'a ordenha', nome dado para definir a entrega do valor referente aos contratos irregulares da Sanasa. O ex Presidente da Sanasa afirma que por muitas vezes encontrou Rosely em sua residência.
Ao ser questionado se o prefeito Hélio de Oliveira Santos estava junto em suas visitas a Rosely, Aquino afirma que o prefeito estava em casa mas não participava da entrega do dinheiro, a entrega era feita em particular para a primeira-dama e Aquino diz não saber se ela repassava para Hélio o assunto que Aquino foi tratar.
O vereador Artur Orsi questionou se os valores entregues a Dra. Rosely passavam o número de R$ 100 mil. Aquino confirmou categoricamente que por várias vezes entregou à Rosely maletas contendo mais que este valor e afirma que era contado em sua frente os maços de dinheiros, chamados de 'cabeças'. A entrega era feita de acordo com o andamento das obras, porém afirma que mensalmente no mínimo eram feitas as entregas.
Aquino classficou a primeira-dama como a mulher mais inteligente de que ele já trabalhou e é uma pessoa autoritária, sempre presente nas negociações e com influência em cima dos secretários da Prefeitura.
 Amizade
Aquino confirmou que  Aurélio Cance e Marcelo Figueiredo vieram do setor externo e que, independente da questão política, têm qualificação técnica para os cargos que ocuparam.  Confirmou que ajudou financeiramente o prefeito Hélio de Oliveira Santos em 97, quando o Hélio decidiu investir mais na carreira política. Segundo Aquino, ele dava mensalmente R$ 4 mil reais e que não se arrepende de ter feito isso.
Questionado pelo vereador Zé do Gelo sobre o funcionamento do esquema, incluindo pagamento de cotas,  solicitou que a Comissão Processante acesse os autos do processo. Na terça-feira (28), Aquino prestou depoimento como testemunha na 3ª Vara Criminal. Revelou apenas que o tipo de pagamento seguia dois modelos: se era relacionado a serviço ou obras. No caso de obras, o pagamento seguia a medição da mesma, e dos serviços em torno de 10 a 11%.
Administração
Aquino diz que referente ao controle das operações da Sanasa ele tinha o poder de definir o que ser feito, porém o processo passava por vários conselhos internos e quando chegava ao seu conhecimento, o processo era levado ao sócio majoritário, no caso, a prefeitura Municipal de Campinas e seu Chefe Executivo, o Prefeito Hélio de Oliveira Santos.
Em declaração feita à CP, Aquino diz que o prefeito nunca atrapalhou sua gestão na Sanasa, porém, dava ordens de foro político quando necessário, uma vez que Aquino não tinha esse conhecimento específico.
Aquino faz menção às suas declarações ao juíz da 3ª Vara Criminal de Campinas, Nelson Augusto Bernardes, e diz novamente que todos os contratos envolvendo as empresas do empresário Cepera eram irregulares.  
Encerramento
O ex-Presidente da Sanasa, Luiz Augusto Castrillon de Aquino encerrou seu depoimento se colocando à disposição para qualquer esclarecimento que se faça necessário daqui para frente.
SEGUNDA TESTEMUNHA (Ilário Bocaletto)
A segunda testemunha de acusação a depor foi o empresário Ilário Bocaletto, empreendedor na área imobiliária. Ele atua há 30 anos no ramo e disse que Campinas é uma da cidades mais díficeis para se liberar empreendimentos.
Segundo ele, foi a primeira-dama Rosely Nassim quem passou o nome de Ricardo Cândia para que ele resolvesse as questões relacionadas a terrenos e IPTU. À comissão, o empresário confirmou o pagamento de propina à membros do primeiro escalão. Ele confirmou que teve oito encontros com o ex-diretor. As reuniões aconteciam inclusive em bares. O empresário confirmou o pagamento de propina e que a divisão era da seguinte forma:  seriam 5% para o Cândia, 5% para o 'pessoal' e 5% para a doutora. Questionado quem era a doutora, não confirmou se tratar da primeira-dama. 
Na saída do depoimento, Bocaletto falou com o Portal RAC. 'Eu consigo aprovar empreendimentosem cidades distantes, como São carlos, por exemplo, mas em Campinas eu não consigo porque eu não pago propina.'

E completou: 'Quando se cobra propina, isso acaba se refletindo na classe mais baixa. Em campinas, há anos não se aprova um loteamento popular. Por quê? Porque não fecha a conta, não paga a propina. A corda sempre arrebenta do lado mais fraco'.

PRIMEIRA TESTEMUNHA (Luís Yabiku)

A primeira testemunha de acusação ouvida é o atual secretário de Urbanismo, Luis Yabiku, que começou a falar pr volta das 12h. Ele foi questionado sobre como foi o seu convite para assumir a secretaria. O secretário disse que primeiro foi sondado por secretários antes de receber o convite do prefeito Hélio. Também afirmou que só aceitou o convite após dizer que queria liberdade para atuar e investigar possíveis irregularidades na pasta.
Yabiku afirmou que sua avaliação após cerca de 20 dias na pasta, é a de que encontrou funcionários desmotivados e falta de estrutura, mas que reverteu o caso. 'Hoje, eles têm a noção que somos a secretaria mais importante de Campinas, devido ao grande número de investimentos imobiliários da cidade', afirmou. Yabiku também disse desconhecer qualquer pressão sobre empreendedores para pagar para agilizar a emissão de alvarás.
Questionado sobre o vereador Zé do Gelo (PV), como é o procedimento do secretário em relação às obras embargadas em Campinas, ele afirmou que o hipermercado Extra terá que derrubar parte da obra, pois foi erguida sobre uma rua. Os empreendedores terão 60 dias para apresentar a defesa e tomar providências.
'Jaretta errou'
O vereador perguntou se não haverá prejuízos à população por causa desses embargos, principalmente nos empreendimentos imobiliários. Yabiku disse que não, pois as providências agora evitarão que os compradores de imóveis sejam lesados e tenham prejuízos depois da entrega.
O vereador Artur Orsi (PSDB) questionou sobre investigações relacionadas ao ex-secretário Hélio Jarreta. Segundo Yabiku, o ex-secretário foi notificado pelo Ministério Público e não respondeu aos questionamentos. Após isso, o prefeito Hélio foi notificado pelo MP e mandou abrir uma auditoria para investigar as possíveis irregularidades. Essa investigação continua até hoje, segundo o atual secretário. 'Eu acho que o Jarreta errou, sim, ao não fiscalizar a execução de obras e verificar se elas estavam cumprindo os acordos e obrigações', afirmou. 
Não aceita interferência
Em resposta a perguntas do vereador Orsi, Yabiku disse que só o prefeito só pediu urgência a ele em empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida para quem ganha até três salários mínimos. 'Nesse caso é preciso agilidade, pois o PAC 2 foi apresentado na semana passada e, quem apresentar primeiro os projetos prontos, garante a liberação de verbas. É uma corrida de 100 metros livres', disse.
'Dos envolvidos nas acusações feitas pelo Ministério Público e de outros secretários eu nunca sofri qualquer interferência na secretaria. Caso recebesse qualquer ligação, largaria o cargo e voltaria para a Câmara', afirmou Yabiku.
Antenas
'Das antenas irregulares, oito estão buscando a habilitação e duas não. Essas duas estão sendo averiguadas, já solicitamos informações da Anatel e estamos tocando o processo. Caso necessário, vamos pedir o desligamento do sinal dessas antenas', disse o secretário. Para o secretário, a falta de uma legislação municipal específica para regular as antenas, sempre haverá problemas.
Orsi afirmou que tinha informações de que o ex-secretário Jarreta fazia a retenção projetos de grandes investimentos e questionou se Yabiku confirmou isso. 'Encontrei alguns projetos parados e dei prosseguimento a todos. Não há nenhum engavetado atualmente', afirmou. 
Defesa
O advogado de defesa perguntou se haveria um trabalho de reestruturação da secretaria e se ela contava com a ajuda de órgãos externos de controle para averiguar possíveis irregularidades. Yabiku disse que vários órgãos ajudam na fiscalização e que a reestruturação da secretaria partiu de uma iniciativa do prefeito. Em relação à liberação de alvarás, o secretário afirmou não haver qualquer interferência do prefeito.
O vereador Zé do Gelo questionou se o ex-secretário Jarreta era incompetente ou mal intencionado. 'Não posso afirmar nada, pois tive poucos contatos com ele. Só posso dizer que ele era centralizador', afirmou o secretário. Na parte final do depoimento, os advogados e alguns vereadores fizeram várias perguntas direcionadas a tirar do prefeito qualquer responsabilidade direta sobre possíveis irregularidades na secretaria. O depoimento de Yabiku terminou às 13h31.
Lista de testemunhas
A instalação da Comissão foi aprovada no dia 23 de maio na Câmara por unanimidade. Além de Zimbaldi, a Comissão é formada pelos vereadores Zé do Gelo (PV), que é o relator, e Sebastião dos Santos (PMDB).


Lista de Hélio para defesa surpreende testemunhas

Testemunhas de defesa: arroladas pelo prefeito Hélio de Oliveira Santos

HÉLIO DE OLIVEIRA SANTOS - Prefeito de Campinas

LAURO PÉRICLES GONÇALVES - Presidente da Sanasa

CLÁUDIO QUÉRCIA - Diretor da Sanasa

ANTÔNIO CARIA NETO - Presidente do Conselho da Sanasa e Secretário de Negócios Jurídicos - PMC

PEDRO JAIME ZILLER DE ARAÚJO - Presidente da IMA (Ex-presidente da Anatel)

ALAIR ROBERTO DE GODOY - Secretário de Planejamento de Campinas

PAULO SÉRGIO GARCIA DE OLIVEIRA - Secretário de Meio Ambiente - PMC

ANTÔNIO CARLOS CHIMINAZZO - Secretário-executivo do Comdema, na Secretaria Municipal de Meio Ambiente

PAULO GALLI - Superintendente da CEF - Campinas

HENRIQUE BIANCO - HM Engenharia

LUIZ CLÁUDIO AMOROSO - Presidente Sinduscon - Campinas

FRANCISCO DE OLIVEIRA LIMA FILHO - Presidente da Habicamp

EDINHO SILVA - Deputado Estadual – Presidente PT Estadual

GUILHERME CAMPOS - Deputado Federal (DEM)

CARLOS LUPI - Ministro do Trabalho e presidente de honra do PDT

ORLANDO SILVA - Ministro dos Esportes

JOÃO ROSSI - Diretor-presidente da Rossi Empreendimentos

CARLOS ZARATTINI - Deputado Federal (PT)

MIRO TEIXEIRA - Deputado Federal (PDT)

TEREZA DÓRO - Presidente da SETEC

JOSÉ FRANCISCO KERR SARAIVA - Secretário Municipal de Saúde

SALVADOR AFONSO FERNANDES PINHEIRO - Presidente do Hospital Municipal 'Dr. Mário Gatti'

SAULO PAULINO LONEL - Secretário Municipal de Administração

Testemunhas de acusação: arroladas pelo vereador Artur Orsi

LUIS YABIKU - Vereador licenciado e atual secretário de Urbanismo de Campinas

SIMONE MEDEIROS EYER THOMAZ - Servidora pública e ex-diretora do Departamento de Controle Urbano de Campinas

CINTHIA DOS REIS PARANHOS - Servidora pública municipal e ex-assessora do Gabinete do Prefeito

ILÁRIO BOCALLETO - Empresário

LUIZ AUGUSTO CASTRILLON DE AQUINO - Ex-presidente da Sanasa

CARLOS HENRIQUE PINTO - Ex-secretário de Assuntos Jurídicos e Segurança Pública de Campinas

HÉLIO CARLOS JARRETTA - Ex-secretário municipal de Urbanismo

FRANCISCO DE LAGOS VIANNA CHAGAS - Ex-secretário municipal de Comunicação

MARCELO QUARTIM BARBOSA DE FIGUEIREDO - Ex-diretor financeiro da Sanasa

Comissão começa a ouvir testemunhas de acusação e defesa

O primeiro depoimento foi do prefeito Hélio e negou ter conhecimento do esquema, defendeu a mulher e disse acreditar na Justiça



29/06/2011 - 11h43 . Atualizada em 29/06/2011 - 12h55
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Luis Yabiku fala aos vereadores da Comissão Processante
(Foto: )
Participantes fizeram protesto no plenário da Câmara, onde foi instalado um telão
(Foto: Portal RAC)
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Após o depoimento do prefeito de Campins, Hélio de Oliveira Santos (PDT), os vereadores que compõem a Comissão Processante passam a ouvir as testemunhas de acusação e de defesa. No total, 20 pessoas foram convidadas. Portal passa a transmitir on line os trabalhos da Comissão Processante da Câmara de Campinas Às 12h, a Comissão retomou os trabalhos após recesso de 15 minutos,
A Comissão Processante da Câmara de Campinas abriu às 9h desta quarta-feira os trabalhos de depoimentos. Segundo o presidente da Comissão, Rafa Zimbaldi (PSDB).  O suposto envolvimento do prefeito está sendo ipnvestigado pela CP e o parecer dela pode culminar no impeachment (afastamento permanente) de dr. Hélio.
Primeira testemunha
A primeira testemunha de acusação ouvida é o atual secretário de Urbanismo, Luis Yabiku, que começou a falar pr volta das 12h. Ele foi questionado sobre como foi o seu convite para assumir a secretaria. O secretário disse que primeiro foi sondado por secretários antes de receber o convite do prefeito Hélio. Também afirmou que só aceitou o convite após dizer que queria liberdade para atuar e investigar possíveis irregularidades na pasta.
Yabiku afirmou que sua avaliação após cerca de 20 dias na pasta, é a de que encontrou funcionários desmotivados e falta de estrutura, mas que reverteu o caso. 'Hoje, eles têm a noção que somos a secretaria mais importante de Campinas, devido ao grande número de investimentos imobiliários da cidade', afirmou. Yabiku também disse desconhecer qualquer pressão sobre empreendedores para pagar para agilizar a emissão de alvarás.
Questionado sobre o vereador Zé do Gelo (PV), como é o procedimento do secretário em relação às obras embargadas em Campinas, ele afirmou que o hipermercado Extra terá que derrubar parte da obra, pois foi erguida sobre uma rua. Os empreendedores terão 60 dias para apresentar a defesa e tomar providências.
'Jaretta errou'
O vereador perguntou se não haverá prejuízos à população por causa desses embargos, principalmente nos empreendimentos imobiliários. Yabiku disse que não, pois as providências agora evitarão que os compradores de imóveis sejam lesados e tenham prejuízos depois da entrega.
O vereador Artur Orsi (PSDB) questionou sobre investigações relacionadas ao ex-secretário Hélio Jarreta. Segundo Yabiku, o ex-secretário foi notificado pelo Ministério Público e não respondeu aos questionamentos. Após isso, o prefeito Hélio foi notificado pelo MP e mandou abrir uma auditoria para investigar as possíveis irregularidades. Essa investigação continua até hoje, segundo o atual secretário. 'Eu acho que o Jarreta errou, sim, ao não fiscalizar a execução de obras e verificar se elas estavam cumprindo os acordos e obrigações', afirmou.
Não aceita interferência
Em resposta a perguntas do vereador Orsi, Yabiku disse que só o prefeito só pediu urgência a ele em empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida para quem ganha até três salários mínimos. 'Nesse caso é preciso agilidade, pois o PAC 2 foi apresentado na semana passada e, quem apresentar primeiro os projetos prontos, garante a liberação de verbas. É uma corrida de 100 metros livres', disse.
'Dos envolvidos nas acusações feitas pelo Ministério Público e de outros secretários eu nunca sofri qualquer interferência na secretaria. Caso recebesse qualquer ligação, largaria o cargo e voltaria para a Câmara', afirmou Yabiku.
Antenas
'Das antenas irregulares, oito estão buscando a habilitação e duas não. Essas duas estão sendo averiguadas, já solicitamos informações da Anatel e estamos tocando o processo. Caso necessário, vamos pedir o desligamento do sinal dessas antenas', disse o secretário. Para o secretário, a falta de uma legislação municipal específica para regular as antenas, sempre haverá problemas.
Orsi afirmou que tinha informações de que o ex-secretário Jarreta fazia a retenção projetos de grandes investimentos e questionou se Yabiku confirmou isso. 'Encontrei alguns projetos parados e dei prosseguimento a todos. Não há nenhum engavetado atualmente', afirmou.
Lista de testemunhas
A instalação da Comissão foi aprovada no dia 23 de maio na Câmara por unanimidade. Além de Zimbaldi, a Comissão é formada pelos vereadores Zé do Gelo (PV), que é o relator, e Sebastião dos Santos (PMDB).


Lista de Hélio para defesa surpreende testemunhas

Testemunhas de defesa: arroladas pelo prefeito Hélio de Oliveira Santos

HÉLIO DE OLIVEIRA SANTOS - Prefeito de Campinas

LAURO PÉRICLES GONÇALVES - Presidente da Sanasa

CLÁUDIO QUÉRCIA - Diretor da Sanasa

ANTÔNIO CARIA NETO - Presidente do Conselho da Sanasa e Secretário de Negócios Jurídicos - PMC

PEDRO JAIME ZILLER DE ARAÚJO - Presidente da IMA (Ex-presidente da Anatel)

ALAIR ROBERTO DE GODOY - Secretário de Planejamento de Campinas

PAULO SÉRGIO GARCIA DE OLIVEIRA - Secretário de Meio Ambiente - PMC

ANTÔNIO CARLOS CHIMINAZZO - Secretário-executivo do Comdema, na Secretaria Municipal de Meio Ambiente

PAULO GALLI - Superintendente da CEF - Campinas

HENRIQUE BIANCO - HM Engenharia

LUIZ CLÁUDIO AMOROSO - Presidente Sinduscon - Campinas

FRANCISCO DE OLIVEIRA LIMA FILHO - Presidente da Habicamp

EDINHO SILVA - Deputado Estadual – Presidente PT Estadual

GUILHERME CAMPOS - Deputado Federal (DEM)

CARLOS LUPI - Ministro do Trabalho e presidente de honra do PDT

ORLANDO SILVA - Ministro dos Esportes

JOÃO ROSSI - Diretor-presidente da Rossi Empreendimentos

CARLOS ZARATTINI - Deputado Federal (PT)

MIRO TEIXEIRA - Deputado Federal (PDT)

TEREZA DÓRO - Presidente da SETEC

JOSÉ FRANCISCO KERR SARAIVA - Secretário Municipal de Saúde

SALVADOR AFONSO FERNANDES PINHEIRO - Presidente do Hospital Municipal 'Dr. Mário Gatti'

SAULO PAULINO LONEL - Secretário Municipal de Administração

Testemunhas de acusação: arroladas pelo vereador Artur Orsi

LUIS YABIKU - Vereador licenciado e atual secretário de Urbanismo de Campinas

SIMONE MEDEIROS EYER THOMAZ - Servidora pública e ex-diretora do Departamento de Controle Urbano de Campinas

CINTHIA DOS REIS PARANHOS - Servidora pública municipal e ex-assessora do Gabinete do Prefeito

ILÁRIO BOCALLETO - Empresário

LUIZ AUGUSTO CASTRILLON DE AQUINO - Ex-presidente da Sanasa

CARLOS HENRIQUE PINTO - Ex-secretário de Assuntos Jurídicos e Segurança Pública de Campinas

HÉLIO CARLOS JARRETTA - Ex-secretário municipal de Urbanismo

FRANCISCO DE LAGOS VIANNA CHAGAS - Ex-secretário municipal de Comunicação

MARCELO QUARTIM BARBOSA DE FIGUEIREDO - Ex-diretor financeiro da Sanas