terça-feira, 27 de março de 2012

Caso Sanasa: justiça determina o bloqueio de bens de todos os envolvidos



Caso Sanasa: justiça determina o bloqueio de bens de todos os envolvidos

Já não havia Teatro, e agora mais essa...



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Projeto Guri é suspenso na cidade por falta de salas


As 156 crianças e adolescentes atendidas pelo projeto na cidade estão sem aulas de música devido a falta de espaço para as atividades


27/03/2012 - 08h38 . Atualizada em 27/03/2012 - 08h46 
Agência Anhanguera de Notícias   
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Nicole e Ian com seus instrumentos de brinquedo: sem previsão de retorno às aulas
(Foto: Edu Fortes/AAN)

Projeto Guri, programa de formação da Secretaria Estadual de Cultura, está suspenso em Campinas desde o dia 13 de março. As 156 crianças e adolescentes atendidas pelo projeto na cidade estão sem aulas de música devido a falta de espaço para as atividades. 

Apesar de a iniciativa ser do Estado, a Prefeitura de cada município é responsável em ceder o local para as aulas. Atualmente, o projeto está presente em 400 polos e atende cerca de 40 mil guris. Desde 2005 presente em Campinas, as atividades passaram a acontecer em salas da Estação Cultura desde 2008. Em 2011, devido a reforma do prédio público, as aulas foram transferidas para uma casa alugada na Avenida Andrade Neves — custeada pelo projeto —, onde permaneceu até o final do ano passado. No início deste ano, voltou à Estação.

Mas a ocupação do prédio por servidores da Secretaria de Esportes da Prefeitura prejudicou a continuidade das aulas de música, que estão suspensas por tempo indeterminado. A administradorada regional Jundiaí do Projeto Guri, responsável pelo Polo Campinas, Eliza Langame, contou que a Prefeitura propôs uma redução do espaço utilizado pelo programa. Passando de sete salas para cinco. “Diante da não conformidade do espaço para garantir o adequado funcionamento do Polo, as aulas foram suspensas. O espaço deve comportar todos os cursos oferecidos, além de sala exclusiva para o Coordenador de Polo e guarda dos instrumentos”, disse. 

Jacqueline Briquet, mãe de Ian, de 9 anos, e Nicole, de 15, que estudavam no Projeto Guri, lamenta o impasse e espera que a solução seja rápida. “A minha preocupação é que um detalhe simples está deixando as crianças na mão.” Ian estuda percussão e Nicole clarinete. De acordo com a assessoria de imprensa do Projeto Guri, não há previsão de retorno das aulas, pois aguardam uma nova proposta da Prefeitura. 

A Secretaria da Cultura de Campinas foi procurada para comentar o impasse, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.

UM BOM EXEMPLO DO QUE OCORRE EM CAMPINAS, A CARAVELA AFUNDOU E AGORA APODRECE!


Caravela da Lagoa apodrece à espera de reformas


Atracada às margens da Lagoa do Taquaral desde março de 2008, quando 100 mil litros d’água invadiram a estrutura


Estaleiro com obras paradas e estrutura da Caravela exposta ao tempo
(Foto: Carlos Sousa Ramos/AAN

Apenas o imaginário infantil dá conta de enxergar algo além de escombros da réplica da Anunciação de Cabral, atracada às margens da lagoa do Parque Portugal (Lagoa do Taquaral) desde março de 2008, quando 100 mil litros d’água invadiram a estrutura. Desde então, o que fora uma nau-cartão-postal, tornou-se esqueleto de madeira apodrecida abrigado em estaleiro improvisado. Durante um passeio com a família pela Lagoa, um menino disse ao pai que se tratava da “arca de Noé, mas ainda em construção”. Outro supôs que aquele era um navio de pirata. “Há sete anos trouxe meu filho para conhecer o que era a grande atração da Lagoa do Taquaral. De dois anos para cá, só vi placas de interdição e, agora, está esse abandono completo. Fico indignado. A madeira está apodrecendo, está ficando pior e até perigoso para a gente. Para onde foi o dinheiro dessa reforma?”, questiona o web designer Rafael Prado. 

Em janeiro, o Correio  apurou que o custo da obra de recuperação da Caravela pode chegar a R$ 1,2 milhão, valor que ultrapassa em muito o cálculo inicial do atual secretário da pasta de Serviços Públicos, Valdir Terrazan. “Foram gastos até agora cerca de R$ 350 mil, somente em compras, que é o que tenho conhecimento. Estamos fazendo um levantamento das sobras desse material, criando um inventário. Uma pequena parte da madeira está num depósito da Prefeitura. O que pretendemos é remover para o local em que está a caravela”, diz ele, que pretende visitar o estaleiro esta semana. 

A reportagem teve acesso ao “estaleiro” desativado. Em muitos pontos, o mato alto serve de abrigo a gatos e insetos. Aranhas fizeram teia no que restou da parte superior da caravela: deixada ao chão e descoberta, a estrutura aparenta estar completamente comprometida. Já a parte inferior da embarcação (convés baixo), que foi parcialmente recuperada, está mal conservada, deteriorando-se. Segundo Terrazan, se chove, a estrutura é coberta com lonas, ainda que de forma precária. 

Os tapumes que separam a nau da pista de corrida e do trilho do bondinho também estão estragados. Canos, restos de madeira polida, galhos, latas e outros materiais espalhados pelo lugar são pistas de abandono. Da Escola de Aprendiz de Carpintaria Naval, onde cerca de 80 presidiários em regime semiaberto já participaram de atividades e contribuíram na reconstrução do convés baixo, só resta a estrutura azul, mantida fechada com cadeado, segundo frequentadores do parque.

A Prefeitura reconhece a inatividade desde a interrupção da reforma. “O treinamento de mão de obra de reeducandos tem uma rotatividade alta porque, quando uns internos do sistema prisional ganham liberdade, outros entram. Aí entra o lado social, que é válido e deve ser mantido. Mas acaba causando entrave”, diz Terrazan.

Quem viu a Anunciação campineira ser construída, na década de 70, lamenta a situação. “Acho que essa história de reforma foi só lavagem de muito dinheiro. Por que só se arrasta?”, questiona a assistente social Suselei Aparecida Tavares Cândido. “Quando morava em Brasília, fazia questão de citar esse navio como cartão-postal. Hoje, só lamento”, disse o autônomo Ubirajara Tavares Cândido.

Em janeiro do ano passado, o Correio

segunda-feira, 26 de março de 2012


Campinas: má gestão e erro de vereadores seriam os culpados pela crise

Carolina
Carolina Rodrigues, sexta-feira, 23 mar 2012 19:11
Escute a Notícia
Vista aérea de Campinas (Foto: Flávio Paradella)
Coordenador da Pós Gradução de Gestão Publica da Puc-Campinas, Ernesto Dimas Paulela, comentou os problemas administrativos da Prefeitura de Campinas. Recentemente a Justiça condenou a administração a reembolsar quase R$100 mi na área da Educação. Em 1999, na gestão de Chico Amaral o montante deixou de ser investido no percentual que obriga a lei. Outros problemas da Prefeitura foram apontados há alguns meses e com dificuldades dos últimos prefeitos em pagar fornecedores e quitar dívidas. .

bloqueia mesmo!!

Justiça bloqueia os bens de Hélio, Rosely e mais nove pessoas

março 26th, 2012
O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública Mauro Fukumoto concedeu liminar e determinou o bloqueio de bens do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT), de sua mulher, Rosely Nassim Jorge Santos e de mais nove pessoas. Foram relacionados ainda o ex-presidente da Sanasa, Luiz Castrillon de Aquino – delator do esquema de corrupção implantado na gestão do prefeito Hélio e denunciado pelo Ministério Público.
O bloqueio refere-se a 10% do valor total dos contratos assinados entre as empresas Guttierrez, Hidrax e Lótus e a Sanasa. O valor total dos contratos é de R$ 186,8 milhões. O valor do bloqueio será de R$ 18,6 milhões.
O pedido foi feito pelo vereador Rafael Zimbaldi (PP).

sexta-feira, 23 de março de 2012

Demetrio Virá ...já.


Coincidências e carne de Avestruz, mas tudo certo não é Demétrio?


Hélio e Rosely deveriam vir à CPI se explicar, diz Demétrio


A comissão presidida por Artur Orsi (PSDB) vai questionar Demétrio sobre denúncias de irregularidades e corrpção na cidade


22/03/2012 - 14h02 . Atualizada em 22/03/2012 - 18h48 




(Foto: Shana Pereira/Portal RAC)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Corrupção ouviu o depoimento do prefeito cassado de Campinas, Demétrio Vilagra (PT), nesta quinta-feira (22) às 14h, na Câmara dos Vereadores. 
A comissão presidida por Artur Orsi (PSDB) questionou Demétrio sobre denúncias de irregularidades que atingiram do ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), de quem Demétrio era vice. Hélio e Demétrio tiveram seus mandatos cassados por suspeita de negligência, quebra de decoro e omissão relacionada a fraudes em licitação, formação de quadrilha e corrupção na Sanasa. O petista também foi questionado sobre fraudes nas Centrais de Abastecimento de Campinas S.A. (Ceasa).
Confira os principais momentos do depoimento:Demétrio prestou esclarecimentos ao lado de seu advogado. Artur Orsi registrou que o ex-prefeito Demétrio compareceu à CPI sem nenhum problema e que ele está presente à comissão como testemunha.
Orsi abre para que Demétrio faça suas consideraçãoes iniciais.

Demétrio - Agradeço o convite e espero esclarecer a população nesta CPI.
Campos Filho - Porque o sr. acha que o Ministério Público o colocou como envolvido?
Demétrio - A questão da Sanasa aconteceu no primeiro mandato de Hélio, eu era um assessor e trabalhava na Ceasa. Declaro que sou inocente e vou fazer valer a justiça. Eu me acho inocente e vou fazer minha defesa.
CF - Denúncias de superfaturamento na Ceasa Campina.
D - Não tenho conhecimento de compras superfaturadas. As contas da minha administração são aprovadas.
CP - Queria que o sr. falasse sobre nepotismo na sua adminstração.
D - Sou contra. Recebi indicação para admitir pessoas diante do gabinete do prefeito. Só admiti uma pessoa, todas as outras já estavam lá.
CF - Todas as acusações que envolveu o Ministério Público, o sr. disse que está isento de qualquer responsabilidade sobre isso?
D - Eu agi corretamente. Eu queria fazer dessa cidade uma cidade melhor. Contas estavam atrasadas, merenda escolar, lixo, enfim, fiz o que havia prometido. Tomei todas as providências sobre aquilo que eu sabia.
Minha saída foi ruim para a cidade de Campinas, tinha uma boa relação com o governo federal importante para buscar recursos.
CF - Sobre o fato de ter sido achado 60 mil reais em sua casa?
D - Eu tenho justificativa para ter este dinheiro em casa. Recebo da anistia, do governo federal, da Ceasa e da prefeitura, portanto tenho justificativa para ter este dinheiro em casa.
CF - E sobre a sua prisão?

D - Sempre estive à disposição da Justiça. Quando soube, podia ter ficado na Espanha esperando ohabeas corpus, mas voltei em seguida e fiquei à disposição da Justiça.
D - Não tenho nenhuma ligação com as denúncias da Sanasa.
Orsi - No caso Sanasa o sr. foi apontado como alguém que mantinha contato com a Global Serviços. É verdade?
D - Não, estive com eles poucas vezes. Quando eles deram bombons para minha secretária, deram convite para passear de scuna, entendi que não teria mais contato com estas pessoas.
Orsi - Em uma renião Hélio, Aurélio Cance, Aquino e o senhor. Este almoço seria uma forma de minimizar a sua saída da Sanasa.
D - Pelo que sei Aquino saiu da Sanasa pois era vice-presidente do PDT e estava envolvido na campanha de Hélio. Isto é o que sei.
Orsi - Alguma vez o sr. presenciou a dr. Roseli receber Manduca ou Emerson? E o sr. Cepêra?
D - Não nunca os vi no gabinete de Roseli. Nunca tive nenhum contato com Cepêra.
Orsi - Em algum momento o sr. entregou enhum documento de Roseli para Aquino?
D - Não, em nenhum momento.
CF - Não era coincidência que a Fabiana Candia, esposa de Ricardo Candia, ex-diretor de Controle Urbano da Prefeitura
estava ligada ao cargo de alimentação escolar?
D- Ela não tinha poder de comprar nenhum tipo de merenda.
Campos Filho - Quem definiu o uso da carne de avestruz na merenda escolar?
D - Quem define é o conselho gestor da merenda que é composto por diversos secretários. O que este conselho decidir será comprado pela Ceasa. As compras estão dentro da legalidade.
CF - Segundo ficou apurado, só em 2009, foram adquiridas 55 toneladas de carne de avestruz (que sabemos não é comum). Isto custou 1 bilhão de reais. A carne bovina e de ave seria mais barato. Como o Conselho gestor justifica a compra desta carne no cardápio?
D - A Ceasa faz 250 mil refeições por dia. A carne de avestruz não chegou a 3% da carne comprada. O MP fez um estudo e concluiu quer não havia nada de errado e o processo foi arquivado.
CF - O que o sr. tem a dizer sobre as empresas que comercializam estas carnes são de Campo Grande, MS?
D - É do MS como poderia ser de qualquer outro lugar. Tenho um relatório do MP provando que tudo o que foi pedido não havia nada de errado.
Politizador - O sr. acha que o dinheiro público que foi desviado poderá ser devolvido? Pergunto a vc como poderia fazer a qualquer cidadão desta ciodade.
D - As questões levantadas pelo MP estão no poder da Justiça. Se houve roubo de dinheiro, deverá ser devolvido. Aquino está envolvido no desvio de recursos da Sanasa. Então ele precisa devolver.
Orsi - O senhor ficou no cargo de prefeito por cerca de 5 meses. O sr. determinou que fosse feita uma auditoria para levantar os contratos e determinar possíveis fraudes. Junto com Fernando Pupo rescindissem os contratos e foram encontradas irregularidades.
D - Minha parte eu fiz. Houve contratos com problemas que foram encontrados.
Orsi - Um sobrepreço de 6 milhões de reais foi encontrado.
D - Acredito que este trabalho de saber quais contratos irregulares foram feitos e rescindi-los.
CF - Aquino disse que o sr. sabia das fraudes.
D - Aquino quer passar a culpa para os outros. Ele roubou e tem que devolver o dinheiro para a cidade de Campinas. Ele vai ter que provar.
Orsi - Durante o período que ficou como vice ou na Ceasa, o sr. não percebeu indícios de enriquecimento ilícito de Hélio ou de Roseli? Sobre a empresa transportadora de Roseli e o aumento de patrimônio.
D - Fiquei sabendo da empresa transportadora de Roseli pela mídia. Frequentei as chácaras dele duas ou três vezes.
Orsi - O senhor alguma vez ouviu informação de que Hélio tem uma propriedade em Miami.
D - Nunca estive em Miami
Orsi - Há comentários de que pessoas ligadas ao Hélio tinham hospitais na região, o sr. sabe alguma coisa disso?
D - Não.
Orsi - Com que ferquência o senhor se encontrava com Ricardo Cândia?
D - Não tinha nenhuma relação pessoal com ele.
Orsi - Nas reuniões com secretariado na casa de Hélio, o sr. nunca encontrou com ele?

D - Conheci ele na campanha de Hélio. Ele é de minha cidade.
Orsi - No caso de empreendimentos imobiliários irregulares. Só no Pq Jambeiro as irregularidades chegam a 50 milhões de reais. A que o sr. acredita que se deve esta irresponsabilidade da prefeitura em aprovar este empreendimentos sem cautela.
D - Pedimos que fossem feitas avaliações técnicas. Sobre isso nós tentamos resolver.
Orsi - Mas o sr. entende que houve negligência nestes casos?
D - Eu era vice prefeito. Quando assumi a prefeitura tomei todas as medidas para que os erros fossem levantados.
CF - Se o sr. é inocente, quem é o culpado sobre todas as denúncias?
D - Esta questão está sendo investigada na justiça. Mas se existe um erro com certeza ele vai aparecer.
Orsi - Ficou comprovado que houve contratação de parentes de pessoas ligadas à prefeitura na Ceasa durante a sua gestão. O que sr. tem a dizer sobre isso.
D - Quando assumi, a maioria dos funcionários estavam contratados.
Orsi - O senhor sabia que José Marcos Velasco era ligado a Hélio, ambos são do Mato Grosso. Reportagem do Correio dá conta de que ele fazia criação de avestruz. O sr. acha que a carne de avestruz no cardápio da merenda escolar tem a ver com isso?
D - Não tenho conhecimento de que ele era fornecedor de carne de avestruz. A carne é nutritiva, contém muito ferro. Por isso que foi introduzido e foi aceito pelas crianças.
Orsi - Mas houve relatos feitos por merendeiras e nutricionistas de que as crianças não aceitavam bem?
D - Eu não tenho esta informação.
Orsi - Nenhuma cidade do País usa este tipo de carne. Segundo um especialista que falou em reportagem do Correio de 2011, diz que não há justificativa para utilizar esta carne. O sr. não vê como um encaminhamento sobre a compra desta carne sendo que o fornecedor era de Mato Grosso e ligado ao Hélio?
D - O especialista está equivocado.
Orsi - Foi assinado um contrato em 2006 entre Sanasa e o Cpqd. Um sistema que seria desenvolvido pelo Cpqd faria uma análise sobre redes de esgoto e água da cidade e sobre o georeferenciamento da cidade. Os 23 milhões de reais foram gastos pela Sanasa e o sistema não está operando. Quando o sr. assumiu a prefeitura por que o sr. abriu uma sindicância para apurar este fato.
D - Pedi uma sindicância para apurar o que houve com esta ferramenta. Conversei com o sr. Gracioli.
O - Qual foi o primeiro entrave segundo Gracioli. Qual foi a justificativa do Cpqd?
D - Foi falta de pagamento pela prefeitura e de informações. Isso está mau explicado. São questões técnicas que eu não domino.
Orsi - O sr. sabe se o Cpqd terceirizava esta análise?
D - Na prefeitura tinha uma pessoa que acompanhava este projeto. Na Sanasa também havia. Estas pessoas poderiam ser convidadas a depor.
Orsi - Ao que o sr. deve uma conversa com Aquino, em que ele disse que se 'se Demétrio falar alguma coisa,  ele dança' referindo-se ao senhor.
D - Esta coisa de eu danço eu fico até preocupado pois aqui em Campinas já mataram um prefeito.
Orsi - Como o sr. vê a participação de Aurélio Cânce nas denúncias.
D - Eu desconheço questões de denúncia.
Orsi - A que o senhor deve este caos financeiro que o prefeito Hélio deixou? Obras em postos de saúde paradas, crehes e naves mães paradas, pagamento do Cândido Ferreira, contratos de lixo parados...
D - A crise mundial de 2008 demorou mas chegou a Campinas. Eu entendia que Hálio ia fazer um orçamento magro, pois ele deve fazer isso conforme manda a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Politizador - O senhor que trabalhou junto com Hélio. Ele falou que vinha malotes e mais malotes dinheiro de Brasília. Depois que ele saiu, para onde foram os malotes vindos do governo federal? Aonde foi parar este dinheiro?
Orsi - Acho que Politizador quer dizer é para onde foram os recursos públicos.
D - De Brasília não vem malotes, vem recursos que são adminstrados pela Caixa Econômica Federal.

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Orsi - O sr. acredita que este esquema de corrupção na Sanasa é verdade?
CF - Gostaria de falar que não é comum o juiz mandar prender. Juiz nenhum pede a um mandato sem fundamentação. Como o sr. vê isso?
D - Eu fiquei a disposição da justiça e o mesmo juiz me liberou. Se houve delação premiada. Não está nada encerrado, até hoje não vi Roseli falar.
Orsi - Qual era o grau de influência de Rosely?
D - A influência não se pode negar, tanto é que ela era chefe de gabinete. Em reunião de secretariado ela sentava ao lado do prefeito. Ela tinha uma força muito forte dentro do governo, não era uma pessoa bobinha.
Orsi - O sr. acredita que a adminstração Hélio não geria os recursos públicos da maneira como se deve? Havia gasto excessivo?
D - Aonde percebemos que havia gasto exessivo nós entervínhamos.
Hélio pecou nestes casos de corrupção na Sanasa. Hélio deveria vir aqui esclarecer o que houve. Foi o que eu fiz.
Orsi - O senhor era vice prefeito de uma administração que participou do maior esquema de corrupção que a cidade de Campinas já vivenciou. Como o sr. acredita que a população avalia esta questão?
D - Não me sinto confortável em estar neste governo. Não tenho nada com isso.
Eu disse para Hélio que ele deveria afstar pessoas que estavam envolvidas em corrupção. Ele me disse que isso me traria problemas.
Luiz Lauro Filho - Gostaria de saber sobre as denúncias de propina sobre o circo Le Cirque. (Orsi lembra que esta questão não faz parte da CPI da Corrupção, e lembrando que Demétrio não precisa responder se não quiser).
D - Esta questão foi uma calúnia, eu sei que é proibido instalar equipamentos na praça Arautos da Paz. Quando assumi eu demiti a pessoa responsável.
Orsi encerra a sessão e agradece a presença de todos
.

quarta-feira, 21 de março de 2012


Orsi apresenta novo projeto contra o nepotismo

março 21st, 2012
O vereador Artur Orsi (PSDB) protocolou novo projeto que proibe a contratação de parentes em cargo de confiança para trabalharem na prefeitura e na Câmara Municipal. Nesta nova proposta, o parlamentar acrescenta ainda a proibição de os dois poderes contratarem empresas de parentes de pessoas que estejam em cargos de confiança. O tucano alterou ainda a proibição que vedava que funcionários concursados e que tenham grau de parentescos sejam proibidos de ocuparem cargos de chefias.
A proposta veda a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente até terceiro grau, do prefeito, vice-prefeito, secretários municipais, diretores de departamento, presidentes e membros de diretoria ou conselho de administração de entidades e empresas controladas pelo Executivo, para cargo em comissão de direção, chefia ou assessoramento ou de confiança, ou ainda de função gratificada na administração direta ou indireta.
A restrição vale ainda para os vereadores.Pela proposta, o contratado tem de apresentar declaração formal de que não possui grau de parentesco com nenhum dos citados no projeto. Em caso de violação, a pessoa terá de devolver os valores recebidos irregularmente.

Nepotismo: acho que todos se lembram da "marca" deixada pela "primeira família" de Campinas!!

ECOS DA MÁ ADMINISTRAÇÃO...


Obras em espaço de lazer no DIC 5 em Campinas estão paralisadas há 1 ano

Vote:
1 2 3 4 5





32

3 milhões de reais já foram gastos

terça-feira, 20 de março de 2012


Rosely e Demétrio perdem privilégio

março 20th, 2012



A ex-primeira-dama, Rosely Nassim Jorge Santos, e o prefeito cassado Demétrio Vilagra (PT) perderam o foro privilegiado. A ação penal que tramitava no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) voltou para a 3ª Vara de Justiça de Campinas e ficará sob a responsabilidade do juiz Nelson Augusto Bernardes – o mesmo que concedeu mandados de prisão contra contra Rosely, Demétrio e vários outros a administração.
Segundo despacho do desembargador do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) Walter de Almeida Guilherme, no dia 14 de março, a decisão da Câmara de cassar o mandato de Demétrio no dia 26 de dezembro retirou do TJ-SP a competência para processar e julgar o processo.
Augusto Bernardes, por sua vez, disse que dentro de duas semanas deve decidir se aceita ou não a denúncia feita pelo Gaeco – braço do Ministério Público que investiga o crime organizado – contra 22 pessoas (leia ao lado). O advogado de Demétrio, Ralph Tórtima Sttetinger, explicou que a devolução do processo é natural, já que o foro privilegiado é prerrogativa da função (prefeito).
Já Rosely havia conseguido o benefício em razão de um habeas corpus que havia sido concedido ao então prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT). A defesa de Rosely alegou que ela era investigada no lugar do pedetista.
Gaeco denunciou 22 pessoas
O Ministério Público denunciou em junho do ano passado 22 pessoas à Justiça sob acusação de integrarem uma organização criminosa que desde 2005 operava um esquema de corrupção na Prefeitura de Campinas e na Sanasa. Licitações eram fraudadas mediante pagamento de propina a agentes públicos.  Além de Rosely e Demétrio, também foram denunciados ex-secretários como: Francisco de Lagos e Carlos Henrique Pinto, além de empresários. Os denunciados negam as acusações do Ministério Público.

PRTB

março 20th, 2012
O procurador José Ferreira Campos Filho, candidato do PRTB que teve a chapa impugnada pela Câmara de Vereadores, entrou ontem com reclamação no Legislativo pedindo para que a Casa reveja a decisão.
Ele anexa documento em que comprova que está filiado desde 13 de abril de 2010.
Caso a Câmara continue a barrar a sua candidatura, a saída para o ‘prefeiturável’ será entrar com um mandado de segurança. A Câmara informa apenas que aceita substituição da chapa. Também foi impugada a candidatura do PTC.

Reinaldo Nogueira e Benassi discutem eleições indiretas

março 20th, 2012
O coordenador regional do PMDB, Reinaldo Nogueira, prefeito de Indaiatuba, esteve na tarde  desta segunda-feira (19) na Câmara de Vereadores de Campinas. Ele se reuniu com o vereador Sérgio Benassi (PCdoB). A pauta? Eleições indiretas.
Benassi tentava reverter os votos da bancada do PMDB – que se comprometeu a votar em Pedro Serafim a prefeito no mandato-tampão. A reunião não prosperou tanto, já que Nogueira disse ao comunista que houve uma decisão partidária para que os cinco parlamentares do PMDB votassem no pedetista. “O partido estava dividido nas eleições indiretas. A situação do Dário é delicada”, disse Benassi, referindo-se ao vereador Dário Saadi (PMDB). Saadi, antes da decisão da Executiva Estadual, foi o responsável pela articulação de uma candidatura em oposição a Serafim. A intenção não prosperou já que a bancada dividida.
Saadi, por sua vez, diz que o partido liberou a bancada para decidir em quem votar nas eleições do dia 10 de abril.

Yabiku voltará à Câmara

março 20th, 2012
O secretário de Urbanismo Luis Yabiku (PDT) está com os dias contados na pasta. Ele voltará a ocupar o cargo de vereador na Câmara de Campinas. O pedetista deve tomar posse dentro de duas semanas.
A sua volta não altera  a matemática de votos nas eleições indiretas. Isso porque quem ocupou a sua vaga – quando ele foi nomeado para ser secretário ainda na gestão Hélio de Oliveira Santos (PDT) – é o vereador Zé Cunhado (eleito pelo PDT e hoje abrigado no PP). O PP deve votar em Serafim para prefeito nas eleições indiretas ao mandato-tampão.
Yabiku voltará ao cargo para se candidatar à reeleição. No caso de secretário é necessário a desincompatibilização do cargo no Executivo, de acordo com a lei eleitoral.

Jarreta volta à CPI da Corrupção

março 19th, 2012
A CPI da Corrupção convocou novamente o ex-secretário de Urbanismo Hélio Jarreta. O pedido foi feito após as declarações de Alair Godoy (atual secretário de Planejamento) e de Paulo Sérgio Oliveira (ex-secretário de Meio Ambiente) de que os empreendimentos imobiliários irregulares foram aprovados sem a consulta a ambos.
Artur Orsi (PSDB), presidente da comissão, disse que Jarreta ainda tem muito a esclarecer, inclusive em razão de flagrantes conflitos de informações entre o que ele disse à comissão em outubro de 2011 e declarações feitas por outros depoentes.
No depoimento à CPI, Godoy foi enfático ao declarar que Jarreta mentiu ao dizer que ele havia autorizado empreendimento por meio de contato telefônico. Godoy admitiu ainda que houve irregularidades na liberação de empreendimentos imobiliários em Campinas. “houve falhas administrativas graves. Problemas que depois da denúncia do Ministério Público resultaram nos embargos de obras e em prejuízo a milhares de contribuintes.”
Jarreta disse no ano passado à CPI que autorizou a liberação de um condomínio de casas, depois de parecer favorável de Alair – feito por contato telefônico. “O Sr. Jarreta mentiu. Autorização só pode ser feita por meio de documentação”, afirmou Alair.
Meio Ambiente
E o ex-secretário do Meio Ambiente, Paulo Sérgio Garcia de Oliveira, também negou que tenha autorizado empreendimentos imobiliários. Ele disse que a Secretaria de Meio Ambiente não foi consultada para emitir licenciamento ambiental para as obras de empreendimentos que foram embargadas em Campinas. O ex-secretário disse que  houve uma vacância entre a data em que a publicação do Decreto nº 16.973, de 04/02/2010, onde ficou definido as regras para o licenciamento ambiental que antes era de responsabilidade exclusiva do Estado e passou para a municipalidade.
Paulo Sérgio explicou que as regras que entrariam em vigor em maio acabaram por valer apenas em agosto daquele ano, e que por motivos de infraestrutura o último setor a ser exigido a análise técnica foi o que engloba obras de edificação, condomínio e parcelamento do solo. “Neste período entre a publicação do Decreto e a data em que ele passou efetivamente a ser aplicado foram emitidos os alvarás para as obras e a Secretaria nunca foi consultada para dar parecer sobre qualquer empreendimento”, disse ele, segundo a assessoria de imprensa da Câmara.

Serafim troca secretária de Meio Ambiente

março 19th, 2012
O prefeito interino de Campinas, Pedro Serafim (PDT), fez mudanças na Secretaria de Meio Ambiente. Ele exonerou a procuradora do município Valéria Murad Birolli do cargo e nomeou Hildebrando Herrmann. A alteração será publicada amanhã no Diário Oficial.
Herrmann é atualmente é professor colaborador voluntário do Instituto de Geociência da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).