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Ex-secretário de Urbanismo deve ser ouvido pela CPI da Corrupção
Hélio Jarreta foi responsável pela liberação de obras embargadas pela prefeitura
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Corrupção na Câmara de Vereadores de Campinas, instalada para investigar denúncias de fraudes em contratos públicos na prefeitura, deve ouvir na próxima quarta-feira (05) o ex-secretário de Urbanismo, Hélio Jarreta. Foi durante a gestão dele que foram liberadas várias obras de empreendimentos imobiliários e a instalação de antenas de telefonia celular de forma irregular na cidade de forma irregular. O depoimento está marcado para às 9h, no Plenarinho da Casa
Na quinta-feira (29), o vereadores ouviram o atual secretário de Urbanismo, Luiz Yabiku. Ele explicou aos membros da CPI que serão necessários R$ 100 milhões para a liberação dos empreendimentos embargados na cidade este ano. As obras foram interrompidas porque os projetos não contemplam itens importantes, como planejamento viário e de drenagem de águas pluviais. A contrapartida, segundo o secretário, deve ser paga pelas construtoras responsáveis pelos imóveis. Ainda segundo Luiz Yabiku, pelo menos cinco acordos diferentes com o Ministério Público terão que ser cumpridos para regularizar a situação imobiliária na cidade.
Luiz Yabiku foi questionado ainda sobre os trabalhos da secretaria depois que assumiu o lugar de Hélio Jarreta. Ele confirmou que houve favorecimento e falhas na liberação de empreendimentos imobiliários, que resultaram na necessidade de embargo das obras. O secretário usou como exemplo a polêmica que envolve nos últimos dias o Shopping Center Norte, na cidade de São Paulo, que pode ser fechado. O centro de compras, construído em uma área que já foi um lixão, corre risco de explosão por causa do vazamento de gás metano. "São erros do passado que causam transtornos agora. É um caso gravíssimo", disse Yabiku. Um novo depoimento do secretário de Urbanismo será marcado para dar continuidade aos questionamentos dos membros da CPI.
CPI Corrupção
Sob a presidência do vereador Artur Orsi (PSDB), a CPI da Corrupção foi instaurada no início deste mês, para analisar contratos públicos suspeitos de irregularidades, com empresas como a Sanasa, o Instituto Cidade, a Emdec, além das denúncias das antenas irregulares e de empreendimentos imobiliários em Campinas. A comissão também pretende rastrear e devolver aos cofres públicos o dinheiro que teria sido desviado pela corrupção na cidade. O prazo para a conclusão das investigações é de 90 dias, que pode ser prorrogado por mais 30. Também fazem parte da comissão os vereadores Miguel Arcanjo (PSC), Sebastião dos Santos (PMDB), Campos Filho (DEM), Élcio Batista (PSB), Antonio Francisco o Politizador dos Santos (PMN) e Cidão Santos (PPS).






Durante depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Corrupção na Câmara de Vereadores de Campinas na manhã desta quinta-feira (29), o secretário de Urbanismo, Luiz Yabiku (no centro da foto), disse que serão necessários R$ 100 milhões para a liberação dos empreendimentos embargados na cidade este ano. As obras foram interrompidas porque os projetos não contemplam itens importantes, como planejamento viário e de drenagem de águas pluviais. A contrapartida, segundo o secretário, deve ser paga pelas construtoras responsáveis pelos imóveis. Ainda segundo Luiz Yabiku, pelo menos cinco acordos diferentes com o Ministério Público terão que ser cumpridos para regularizar a situação imobiliária na cidade.
