quarta-feira, 31 de agosto de 2011

VERGONHA NACIONAL!!!

Por 265 votos a 166, Câmara absolve deputada Jaqueline Roriz

Deputada foi flagrada recebendo dinheiro do delator do mensalão do DEM.
Em votação secreta, parlamentares rejeitaram relatório que pedia cassação.

Do G1, em Brasília
Em votação secreta, o plenário da Câmara dos Deputados absolveu nesta terça-feira (30), por 265 votos a 166 e 20 abstenções, a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) do processo que pedia cassação de seu mandato.
Os parlamentares rejeitaram relatório do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que pedia a perda de mandato de Jaqueline, após a revelação de um vídeo em que ela aparece recebendo dinheiro do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa. A gravação foi feita em 2006, mas foi divulgada no início deste ano.
Para que Jaqueline perdesse o mandato, era necessária a concordância da maioria absoluta dos deputados, ou seja, 257 votos (mais da metade dos 513 parlamentares da Casa). Se a cassação tivesse sido aprovada, Jaqueline ficaria inelegível por oito anos.
Nesta segunda, a deputada encaminhou um "memorial" de 28 páginas aos 513 parlamentares pedindo a rejeição do parecer do Conselho de Ética. O memorial argumentava que Jaqueline “não se encontrava no exercício de qualquer mandato, especialmente de deputada federal” quando ocorreram os fatos, em 2006.
No início da sessão, a pedido de deputados, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-SP), determinou a retirada de câmeras do plenário, com a finalidade de evitar que o voto de algum dos parlamentares fosse revelado. A votação, secreta, ocorreu por processo eletrônico, pelo qual os deputados, da própria bancada, apertavam um botão para votar a favor ou contra. Depois, Maia voltou atrás e autorizou o retorno das câmeras.
O autor do relatório que pedia a cassação de Jaqueline Roriz, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), foi o primeiro a falar. Ele defendeu a cassação sob o argumento de que, embora tenha acontecido antes da eleição do ano passado, o fato que motivou o processo de cassação só se tornou conhecido em março deste ano, durante o exercício do mandato da deputada.
"Temos legitimidade para julgar fato pretérito quando esse fato não é conhecido", declarou Sampaio, que negou ter alguma motivação específica para pedir a cassação. "O sentimento que me move é um sentimento de justiça. E não qualquer outro", declarou.
O advogado de Jaqueline Roriz, José Eduardo Alckmin, se valeu de uma decisão de 2007 do Conselho de Ética da Câmara para defender a tese de que o parlamentar só pode ter o mandato cassado por fato ocorrido no exercício do mandato. "Fato praticado fora do exercício do mandato parlamentar não tem o poder de configurar ato atentatório à ética e ao decoro parlamentar", declarou o advogado.
Segundo Alckmin, cassar o mandato nessas condições seria "uma estranha forma de admitir uma retroatividade punitiva". Para Alckmin, se aprovada a cassação, haveria "um campo aberto para perseguições políticas".
A deputada Jaqueline Roriz subiu à tribuna da Câmara após o discurso do advogado e leu a própria defesa. Ela atacou o "jornalismo predatório" e disse que sofreu "implacável condenação por parcelas da mídia".
A deputada afirmou que a "dor excessiva" que sofreu em razão do episódio a fez se calar. Ela atribuiu as críticas que recebeu ao "absoluto interesse político". "O procurador-geral da República me denunciou faltando quatro dias para o julgamento desta Casa, e eu ao menos fui ouvida", afirmou.
A deputada Jaqueline Roriz durante discurso na sessão da Câmara que decidiu sobre o processo de cassação (Foto: Ed Ferreira / Agência Estado)A deputada Jaqueline Roriz durante discurso na
sessão da Câmara que decidiu sobre o processo
de cassação (Foto: Ed Ferreira / Agência Estado)
Durante o discurso, ela se referiu ao período de 11 anos em que viveu fora do país devido aos problemas de saúde do filho. "Tenho certeza que nesta Casa não há lugar para condenações sumárias", declarou.
Após a fala de Jaqueline Roriz, quatro deputados - Chico Alencar (PSOL-RJ); Erica Kokay (PT-DF); Reguffe (PDT-DF); Vanderlei Macris (PSDB-SP) - se pronunciaram em defesa do relatório de Carlos Sampaio e um, contra - Vilson Covatti (PP-RS).
No Supremo
Apesar da absolvição na Câmara, a deputada responde, ainda, a inquérito no Supremo Tribunal Federal. Na semana passada, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresentou à Corte denúncia criminal contra a deputada, acusada de peculato por ter atuado para que um servidor público usasse sua função no desvio de recursos em benefício dele e de terceiros.
A defesa da deputada afirmou que vai se pronunciar após a análise da denúncia e questionou o crime pelo qual Jaqueline é acusada.
Caberá ao Supremo decidir se aceita ou não a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra a parlamentar. Se aceitar, ela passará a ser ré no processo numa ação penal. Essa análise será feita pelo plenário da Corte e não tem data para ocorrer. O relator do caso no STF é o ministro Joaquim Barbosa.

KAMEHAMEHAÁAAAÁAA!

Caso Sanasa ameaça polo bancário


Escândalo político em Campinas faz Itaú estudar outras cidades para instalar centro de operações


31/08/2011 - 08h41 . Atualizada em 31/08/2011 - 08h50
Maria Teresa Costa  Agência Anhangüera de Notícias  
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O secretário de Urbanismo, Luiz Yabiku, não quis comentar a possibilidade de Campinas perder um investimento
(Foto: Divulgação)
A Prefeitura deve anunciar, em duas semanas, a conclusão da análise de um projeto que poderá gerar investimentos em alta tecnologia da ordem de R$ 500 milhões com a transferência, para o polo 2 da Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas (Ciatec), do Centro Tecnológico de Operações (CTO) do Itaú-Unibanco. O CTO, no entanto, pode não ficar em Campinas. A crise política instalada com a cassação do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), após as denúncias do Caso Sanasa, levou o banco a buscar outras alternativas. O Correio apurou que Jaguariúna também está no páreo e, as negociações, avançadas.

Procurado ontem, o secretário de Urbanismo, Luiz Yabiku, responsável pela análise de projetos de novos empreendimentos na cidade, não quis comentar a possibilidade de Campinas perder um investimento. O presidente do Ciatec, Luiz Carlos Gaspar, não retornou as ligações. O Departamento de Uso e Ocupação do Solo da Secretaria de Urbanismo convocou, na edição de ontem do Diário Oficial do Município, o Itaú-Unibanco a comparecer no departamento. 

No início do ano, o Itaú iniciou sondagens para adquirir uma área de 1,2 milhão de metros quadrados para instalar o centro de operações, que será responsável pelas operações bancárias na América Latina. O CTO, hoje instalado em São Paulo, abriga os 4 mil servidores responsáveis por rodar os sistemas de quase 4 mil agências, cerca de mil postos de atendimentos e 30 mil caixas eletrônicos responsáveis pelo atendimento dos 20 milhões de clientes da instituição. 

Caso o Itaú opte por instalar seu CTO em Campinas, será o segundo banco a transferir seu data center para o Ciatec. No ano passado, o Santander anunciou investimento inicial de R$ 450 milhões para implantar, em área de 1 milhão de metros quadrados no parque de Campinas, um polo de tecnologia que incluirá dois data centers.

O Itaú-Unibanco não comentou o projeto e disse que analisa, ainda, outras áreas no País. O banco tem instalado na cidade o data center de Disaster Recovery da instituição — o conjunto de procedimentos para atenuar a parada dos equipamentos em caso de desastre natural ou intervenção humana. 

Jaguariúna e Campinas oferecem basicamente os mesmos incentivos fiscais para a atração de empresas. As duas cidades dão isenção de taxas, alvarás, licenças, isenção ou redução de IPT, ITBI e ISSQN. Campinas tem uma lei específica para empresas de base tecnológica, e Jaguariúna oferece a execução ou o ressarcimento de obras de infraestrutura. Ambas oferecem moderna infraestrutura logística e de transporte, mão de obra qualificada e avançados centros de pesquisa.

Leia Mais nas páginas 5, 6 e 7 do Correio Popular

Orçamento participativo dos ricos, nossa morra de inveja PSDB!!! ESSA NEM O FHc!!!

Movimento por "pacto social" ganha força entre empresários


Batizado de Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o colegiado não terá qualquer conotação político-partidária


31/08/2011 - 14h14 . Atualizada em 31/08/2011 - 14h23
Ricardo Alécio  Grupo RAC  
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Proposta foi de Juan Quirós, do Grupo Advento
(Foto: Cedoc/RAC)
O movimento para criar o conselho que ajudaria o prefeito Demétrio Vilagra (PT) a formalizar um “pacto social” e que pode contribuir com a administração da cidade está ganhando força. Alguns empresários já estão aderindo à proposta formulada por Juan Quirós, do Grupo Advento. O secretário municipal de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo, Rui Rabelo, foi incumbido de coordenar o processo de implantação do colegiado e fazer os contatos com o empresariado.

Batizado de Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o colegiado terá o objetivo de discutir as prioridades de médio e longo prazos para o município, com o cuidado de não ter qualquer conotação político-partidária. O 'conselhão' será consultivo, mas terá um comitê gestor formado por quatro secretários municipais e quatro empresários para ser o “braço operacional” do grupo.

A ideia é realizar uma reunião ampliada com empresários e outros setores da sociedade ainda na primeira quinzena de setembro para a discussão da formatação do conselho e do comitê gestor.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

 Arthur Orsi protocola pedido para abertura de CPI

Da Redação

jornalcps@band.com.br

O vereador Artur Orsi protocolou nesta segunda-feira pela manhã o pedido de abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar contratos da prefeitura durante a gestão de Hélio de Oliveira Santos e também na Ceasa, na administração do atual prefeito Demétrio Vilagra.

Orsi conseguiu reunir 14 assinaturas dos vereadores. Para instalar uma CPI são necessárias 11 adesões. O requerimento deve ser votado na sessão de quarta-feira.

Relatório da Emdec indica irregularidades

Segunda-feira, 29 de agosto de 2011 - 13h55       Da Redação

jornalcps@band.com.br

O relatório da CPI da Emdec, que investigou contratos assinados entre a autarquia e empresas de radares, foi divulgado na manhã desta segunda-feira. Segundo o relator, Thiago Ferrari, foram encontradas as seguintes irregularidades: aglutinação excessiva de serviços, limitação de empresas no consórcio, rodízio de radares e subutilização de serviços de leitura automática de placas.

O relatório será encaminhado à Emdec, para que a autarquia tome algumas medidas, podendo até cancelar os contratos, e também ao Ministério Público, que vai averiguar os responsáveis.

Quanto à indústria da multa, que poderia existir em Campinas, Thiago Ferrari argumentou que as investigações da comissão não puderam ser profundas.

Setec

Na última sexta-feira, outro relatório, da CPI da Setec, também foi divulgado. Segundo o relator, Arly de Lara Romeo, foi apontado que os ex-presidentes da autarquia não tomavam conhecimento das aulas de tanatopraxia, sem autorização das famílias.

De acordo com o relator, os ex-presidentes da Setec não tinham conhecimento das irregularidades, porém eles têm culpa por não terem tomado conhecimento.

"Realmente havia utilização dos corpos de familia identificadas, não se buscava a autorização formal das famílias para fazer o curso. Isso acarretava atraso no velório e para as famílias gerava grande revolta", disse o vereador.

O relatório será encaminhado ao prefeito, ao Ministério Público e ao Conselho Regional de Medicina.

mais um evento no facebook!! cpi na cultura já!!

O Piano's Bar, foi montado por Francisco de Lagos Viana Chagas segundo as mas linguas o local era conhecido como a lavandeiria do Lagos. Os alvarás sedidos sem problemas, para a noitada dos corrupto. Enquanto o Dono de bar comum tinha que pagar propina a Carlos Henrique Pinto e Goretti de Deus os paladinos da injustiça. E todos dançavam ao som do Dj Shetara o preferido da Rosely. Sugestão para balada "CPI NA CULTURA JÁ!".




sábado às 03:25 · · ·

Demétrio fala ao vivo no Balanço Geral 26/08/11

Afastamento de Demétrio é barrado pela justiça

do blog da Rose

 

Prefeitura vai embargar mais obras

agosto 29th, 2011
A Prefeitura de Campinas  embargará mais obras irregulares aprovadas pelo ex-secretário de Urbanismo Hélio Jarreta. O Metro apurou que  o pente-fino em andamento na secretaria detectou outros empreendimentos que tiveram o alvará de construção liberado sem estudo de impacto viário e de drenagem.
Desde a denúncia do Ministério Público, apontando a liberação de obras sem o devido cumprimento da legislação, a prefeitura já embargou 35 empreendimentos imobiliários. Vários destes imóveis iriam ser entregues aos compradores já no ano que vem. Mais de 2 mil pessoas foram prejudicadas. O caso está no Procon Campinas.
Na última sexta-feira, o Executivo suspendeu mais  um empreendimento da Goldfarb, o complexo Gold Los Angeles, com 322 unidades, no Parque Universitário, pelas mesmas irregularidades. No sábado, clientes das construtoras Goldfarb e MRV fizeram mais uma vez um protesto para cobrar providências quanto ao embargo das obras no Parque Jambeiro e a demora em apresentar uma solução

Demétrio passa o dia em reunião: novo secretariado

agosto 29th, 2011
O novo prefeito Demétrio Vilagra (PT) passou o dia em reunião. Na pauta o novo secretariado. O petista quer dar uma nova cara ao seu governo que o diferencie do seu antecessor, o prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT). Desde o início do ano, a Prefeitura de Campinas mergulhou em uma crise política sem precedentes, após as denúncias do Ministério Público da existência de um esquema de corrupção na administração direta e indireta.
As mudanças não serão muitas. Ele deverá nomear novos secretários nas pastas de Meio Ambiente e de Cultura. Para a primeira foi convidado o professor da Unicamp, Mohamed Habib, que já foi integrante do Condema e é um nome respeitado na academia. Para as secretarias de governo ou de Gabinete, deve ser conduzido Nilson Lucilio. Demétrio não deve mexer na Pasta de Assuntos Jurídicos, cargo que Lucílio ocupou quando o prefeito era Antônio da Costa Santos. Isso porque Antônio Caria Neto, funcionário de carreira, tem desempenhado bem a sua função e tem dado um caráter mais técnico que a Pasta necessita. Já o nome do jornalista Otávio Antunes é cotado para a Secretaria de Comunicação.
Os nomes têm sido guardados a sete chaves. O fato é que o PT não deve ter nomes sobrando para indicar para a fuura administração. Muitos petistas estão com cargos no governo federal e não iriam se ‘sacrificar’ para largar o emprego em Brasília para trabalhar numa gestão que pode acabar amanhã – caso Hélio consiga uma liminar para voltar ao cargo de prefeito (ele teve o mandato cassado pela Câmara de Vereadores) – até o fim de 2012 – caso nada aconteça.
Os novos nomes devem ser anunciados ainda nesta semana.

PT fecha acordo em apoio a Demétrio e desiste de renúncia do petista

agosto 29th, 2011
Como era esperado, o PT de Campinas decidiu apoiar integralmente o novo prefeito Demétrio Vilagra (PT). Em conferência que discutiu até uma possível renúncia de Demétrio, os petistas analisaram seis propostas de 11 correntes de como seria o posicionamento do partido frente ao governo Demétrio.
Na peneira do encontro, que reuniu cerca de 400 militantes, acabaram indo à voto três propostas.
A que defendia a renúncia de Demétrio recebeu apenas 13 votos. Essa ideia era defendida pela corrente Resistência Socialista que, assim como outras correntes, defenderam durante todo o processo de denúncias contra a Prefeitura de Campinas, o rompimento com o governo Hélio de Oliveira Santos (PDT) e a entrega de todos os cargos petistas. Não conseguiu eco dentro do partido.
Outra proposta que também levou ‘pau’, com apenas 50 votos, foi a que defendia a permanência de Demétrio como prefeito, mas exigia que todos os filiados deixassem o governo.
A que levou a melhor foi a que defendeu a permanência de Demétrio no poder com o apoio total dos integrantes do PT.
Paulo Mariante, integrante da corrente que defendeu tanto a renúncia de Demétrio  quanto a realização de eleições diretas para um mandato tampão, disse que respeita a decisão do PT. Segundo ele, correntes que estavam com o seu grupo em defesa do rompimento com o governo Hélio, acabaram optando pelo apoio a Demétrio. “Vamos continuar a nossa luta com a mesma energia que tínhamos antes. Dentro do Conselho Municipal de Saúde vamos cobrar por mais fiscalização e também pela retomada do poder público no Hospital Ouro Verde. Nós nos submetemos à posição do partido, mas a história vai dizer quem tinha razão”, disse o petista.
Mariante também questiona a postura de alguns petistas que sempre integraram o governo Hélio/Demétrio. “Agora dizem que querem acabar com o Tolerância Zero. Nós fomos os únicos a levantar nossa voz contra esse programa e sempre pedimos para que o poder público não tratasse o morador de rua como cachorro. Agora vêm e dizem que são contrários. Não podemos esquecer que o PT (que esteve no governo) foi conivente com tudo o que essa adminsitração (Hélio) fez”, disse Mariante.

uma Pergunta, quem é que vai mandar em Campinas? avisa o pessoal que o prefeito é aquele do meio

O BICHO PAPÃO NÃO É TAO FEIO??? NÃO NÉ? AGUARDE.


Salário dos servidores será pago no prazo, anuncia Demétrio


Havia rumores entre os trabalhadores de que o pagamento sofreria atraso devido aos problemas de falta de recursos que 'assombra' a prefeitura neste momento


29/08/2011 - 09h51 . Atualizada em 29/08/2011 - 10h37 



O prefeito Demétrio Vilagra (PT) esteve na sede do governo
(Foto: Dominique Torquato / AAN)



O prefeito de Campinas Demétrio Vilagra (PT) anunciou na manhã desta segunda-feira (29) que o salário dos servidores municipais será pago em dia, nesta terça (30). No total, R$ 70 milhões estarão registrados na folha de pagamento. 

Havia rumores entre os trabalhadoresde que o pagamento sofreria atraso devido aos problemas de falta de recursos que 'assombra' a prefeitura neste momento. 

Demétrio se reuniu esta manhã com o Secretário de Finanças da prefeitura, Paulo Mallmann, e estabeleceu que os salários serão pagos no prazo.

A segunda-feira do prefeito também tem outras pautas marcadas. A assessoria de imprensa de Demétrio informou que as alterações que poderão ser feitas nas secretarias municipais deverão ser divulgadas na tarde desta segunda (29). Além disso, ele irá comunicar informações sobre a audiência pública dos contratos com as empresas responsáveis pela coleta de lixo na cidade e sobre a criação de uma frente de defesa para os mutuários das obras embargada

Blog Reinaldo Azevedo Análises políticas em um dos blogs mais acessados do Brasil


29/08/2011
 às 5:39

JOSÉ DIRCEU PROVA PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL QUE CONTINUA A SER AQUELE MESMO DO MENSALÃO, DISPOSTO A FRAUDAR A DEMOCRACIA E A VONTADE DO POVO

Alguns leitores desavisados podem considerar que José Dirceu foi bem-sucedido na “Operação Despiste”, ao tentar jogar uma cortina de fumaça no governo clandestino que montou em Brasília, acusando a VEJA, ridiculamente, de ter tentado cometer um crime para obter as informações que agora são de domínio público. Mas ele não foi bem-sucedido coisa nenhuma! Muito pelo contrário! O “Zé” quebrou a cara mais uma vez, embora, claro!, o status político de que ele goze no Brasil dê conta do que eu chamaria “mal-estar da moralidade pública”. É evidente que uma figura com o seu perfil e com a sua trajetória já deveria ter sido banida da política há muito tempo. Mas está por aí, e não é o único.
De todo modo, a sua casa caiu! Como os petistas têm uma rede de “profissionais” para atuar na Internet e contam com uma rede de blogueiros a soldo, pagos indiretamente com dinheiro público — anúncios de estatais e emprego na LulaNews, por exemplo —, as redes sociais foram invadidas pela canalha para tentar transformar o vilão em vítima, e o mocinho, em bandido. VEJA cometeu, sim, uma invasão: invadiu uma toca de conspiradores. Por que o “Zé” está tão furioso?
Porque ele está empenhado, enquanto aguarda o julgamento do processo do mensalão, em lavar a sua biografia. Montou um site — uma equipe se encarrega de assinar textos em seu nome — em que posa de grande pensador da política. Nos bastidores do PT, dos demais partidos e do governo, faz-se de grande articulador e estrategista — e, com efeito, tem bastante influência naqueles setores da política que não costumam conviver com a luz e com o oxigênio.
Ele e Lula estão por trás, por exemplo, do estúpido projeto de reforma política do petista Henrique Fontana — parte dos malefícios do texto já foi exposta aqui. Mas ainda falta apontar algumas indignidades. De todo modo, o “Zé” quer ser um homem sério. Recentemente, em São Paulo, ele apareceu até como amante das artes. Vai ver pretende ocupar o lugar que já foi do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira…
O que a reportagem de VEJA, com informações colhidas no mais estrito respeito às leis, evidencia? Que o mesmo José Dirceu do mensalão continua em operação; que ele não aprendeu nada com a experiência — ao contrário, parece que resolveu aprimorar seus “métodos”; que mantém a disposição, revelada no caso do mensalão, de montar uma República clandestina, fora do aparelho e das balizas institucionais, para governar o país; que não renunciou ao propósito de jogar na obsolescência os instrumentos de que dispõe o estado de direito para gerir a República, substituindo-o pelo grupo “dos homens de preto”; que entende que um país deva ser governado por elementos sem cara, que se esgueiram em corredores de hotéis, na clandestinidade, na surdina, onde se fazem negócios milionários ao arrepio da lei; que pretende um país que seja governado distante de qualquer ritual da representação, definindo vitoriosos e derrotados fora do alcance da lei.
José Dirceu, em suma, continua o mesmo! Não percamos de vista o essencial: todas as pessoas que foram até o “chefe de quadrilha”, como o caracteriza a Procuradoria-Geral da República, têm mais autoridade do que ele próprio, uma autoridade que lhes foi conferida pelo povo: ou são parlamentares eleitos ou são pessoas nomeadas pela presidente, também eleita. Ocorre que a autoridade formal conferida pelo povo não vale nada diante de uma outra que tem Dirceu — a de “poderoso chefão”.
ATENÇÃO PARA ISTO: ELE NÃO TEM CARGO DE MANDO NEM NO PT!!! Então de onde emana a sua autoridade, que faz com que um ministro de estado (Fernando Pimentel), um presidente de estatal (José Sérgio Gabrielli) e uma penca de políticos se disponham ao ritual de submissão, indo até o quarto de hotel que ele ocupa na clandestinidade?
É impossível que os atuais 10 ministros do Supremo — logo mais saberemos quem ocupará a 11ª vaga — não enxerguem nesse episódio a similaridade com o imbróglio do mensalão. Dirceu continua a se comportar como aquele “chefe de quadrilha” de que fala a Procuradoria Geral da República. Se está fazendo articulação política em nome do PT, por que não usa, então, a sede do partido? Se está atuando como consultor de empresa privada, por que não pediu ele a audiência?
O mensalão era, antes de mais nada, uma tentativa de fraudar a democracia, tornando irrelevante o voto do eleitor. Ele escolhia os seus representantes, e o esquema, comandado por Dirceu, segundo a Procuradoria, comprava o eleito. O governo clandestino montado pelo mesmo Dirceu quer a mesma coisa. Aquela gente que foi visitá-lo foi jogar aos seus pés os votos que recebeu — ou o do povo ou o voto de confiança da presidente — e declarar sua fidelidade ao “Esquema”. Qual esquema? Isso é o que tem de ser agora investigado. E será!
Uma coisa é certa: aquilo tudo deveria ficar nas sombras, e VEJA trouxe à luz. Os ministos do Supremo certamente gostaram de saber que o Zé não mudou! Que o Zé continua a ser aquele caracterizado pela Procuradoria Geral da República. É a sua natureza. É a sua escolha. É a sua profissão!
Por Reinaldo Azevedo

LARGUE O OSSO!!


Defesa de Dr. Hélio prepara recurso para suspender cassação no TJ

Juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Campinas negou pedido de liminar na 6 ª-feira

27/08/2011 - 13:33
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O advogado de defesa do prefeito cassado de Campinas Hélio de Oliveira Santos (PDT), Alberto Rollo, prepara o recurso que impetrará no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) nos próximos dias pedindo anulação da votação da Câmara de Vereadores que resultou no impeachment de Dr. Hélio. Na sexta-feira (26), o juiz Wagner Roby Gidaro, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Campinas,negou o pedido de liminar da defesa contra a cassação. Gidaro afirmou, entre outros argumentos, que "não cabe ao Poder Judiciário julgar não estar provados os fatos da denúncia"(confira o trecho final do despacho do juiz).
Segundo Alberto Rollo, Dr. Hélio não foi notificado de todos os trabalhos da Comissão Processante (CP), instalada em maio, após denúncias de corrupção envolvendo o primeiro escalão do seu governo. O advogado também defende que o ex-prefeito não foi notificado de todos os trabalhos da CP. No pedido, foram questionadas a participação do vereador Petterson Prado (PPS) na votação e a divulgação da denúncia de compra de votos feita um dia antes do julgamento. Os argumentos não convenceram o  juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública. No despacho, Gidaro alega que Hélio de Oliveira Santos teve integral conhecimento dos trabalhos da comissão. O magistrado também justificou que presença de Petterson Prado e a denúncia de compras de votos não são motivos suficientes para indicar falta de isenção do Legislativo.
Dança das cadeiras
Dr. Hélio foi cassado por 32 votos a 1 na madrugada de sábado (20), depois de enfrentar uma Comissão Processante (CP), instalada em maio após denúncias de corrupção envolvendo o primeiro escalão do seu governo. O vice-prefeito, Demétrio Vilagra (PT), assumiu na terça-feira (23), mas na sessão da quarta-feira (24), a Câmara aprovou seu afastamento temporário e a abertura de uma CP contra ele. Vilagra recorreu e conseguiu uma liminar, na 1ª Vara da Fazenda Pública, que tornou nulo o resultado da sessão. O presidente da Câmara, Serafim Júnior (PDT), que assumiria a prefeitura no lugar de Vilagra também vai contestar a liminar na Justiça.
Confira o trecho final do despacho do juiz:
No controle de legalidade, poderia o Poder Judiciário analisar a existência da prova, mas não o juízo de valor sobre ela. O juiz, ao analisar um pedido como este do autor, Prefeito Municipal cassado, deverá observar a legalidade do procedimento, mas não analisar a procedência ou não diante das provas produzidas, sob pena de se criar o duplo grau de jurisdição para esse julgamento de cassação de mandato, que não foi previsto pela lei. Os vereadores efetuaram a votação e era necessário quorum de dois terços dos membros, número alcançado (na verdade superado) para a cassação do Sr. Prefeito Municipal. Não cabe ao Poder Judiciário julgar não estar provados os fatos da denúncia. No aspecto formal, ainda que em análise perfunctória neste pedido de antecipação de tutela, não se verificam as nulidades levantadas pelo autor. Com efeito, a investigação pelos vereadores de fatos em anterior comissão de inquérito não invalida a Comissão Processante. Não houve preclusão dos fatos e nem se pode impedir que os vereadores efetuassem a fiscalização do governo municipal, que é seu mister. A denúncia, como já mencionado, não se apresenta defeituosa. O princípio do contraditório e ampla defesa, no que se refere aos fatos trazidos pelo autor, não foram violados. Não constam todas as cópias do procedimento aqui neste feito, mas se o Sr. Prefeito foi notificado das sessões públicas de votação na Câmara, teve integral conhecimento do procedimento. Em princípio, não é caso de anular o julgamento in limine porque o acusado não teria sido cientificado de reuniões dos três vereadores da comissão. De qualquer forma, essa questão será melhor analisada ao final e não se apresenta como indício necessário do vício levantado na inicial. A participação do Vereador Petterson Prado e os fatos que antecederam a sessão de julgamento não são motivos relevantes para indicar a falta de isenção da Câmara de Vereadores de Campinas. Inicialmente, em relação ao Vereador Petterson Prado, verifica-se que ele não estaria impedido de votar, pois seu mandato continua incólume, ao que tudo indica. Se está apto a votar, a falta de isenção não pode ser alegada. Sobre a “inimizade capital” alegada, isso não pode ser motivo de afastamento de parlamentares, dado o conhecido embate político que permeia a convivência entre os vários partidos políticos. Sobre uma gravação divulgada na imprensa sobre conversa telefônica de um dos vereadores com seu advogado, o fundamento trazido pelo autor é insuficiente para fulminar a votação expressiva dos vereadores. Eventual clima de tensão entre os parlamentares era natural, dada a relevância dos atos ocorridos e a decisão que estariam a tomar. E bem razoável que a imprensa quisesse divulgar o resultado daquele julgamento e que muitos populares tivessem o interesse de acompanhar a sessão da Câmara. Assim, em que pesem todos os argumentos trazidos, entendo que não estão presentes os requisitos para anular liminarmente a decisão da Câmara de Vereadores de Campinas. Indefiro, pois, a antecipação de tutela. Mantenho a cassação do Dr. Hélio de Oliveira Santos. Cite-se. Int. Campinas, 26 de agosto de 2011. WAGNER ROBY GÍDARO JUIZ DE DIREITO