segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sanasa renova contrato com empresa envolvida no escândalo



Empresa Gutierrez Empreendimentos investigada pelo MP vai receber R$ 15,5 milhões pelo serviço

30/08/2011 - 19:02
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Apesar das denúncias do Ministério Público de irregularidades em licitações de Campinas, o contrato com a empresa Gutierrez Empreendimentos e Participações Ltda. e a Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A) foi fechado no valor de R$ 15,5 milhões e publicado em Diário Oficial nesta terça-feira (30).
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) autorizou a participação da empresa na licitação, por meio de uma liminar. Na decisão o desembargador Pedro de Paula entendeu que o impedimento imposto pela Sanasa ofende o direito da empresa Gutierrez de participar. Ele diz ainda que se existe suspeita de fraude toda a licitação deveria ser suspensa.
O ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) havia determinado à Sanasa que as empresas investigadas pelo Gaeco não participassem de licitações realizadas pela Sociedade de Abastecimento, Água e Saneamento de Campinas. No entanto, a empresa entrou com recurso e por força de ordem judicial a Gutierrez participou de pregão presencial, no qual apresentou o menor preço entre as participantes.
O empresário Gabriel Ibrahim Gutierrez, dono da empresa, chegou a ser preso durante Operação do Gaeco, no final de maio, por suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes em licitações. Ele aparece no depoimento de Luis Aquino, ex-presidente da Sanasa e delator do esquema.
A empresa foi contratada durante 12 meses para serviços de recomposição de vias públicas com fornecimento de materiais, mão-de-obra, máquinas, veículos e equipamentos.
A Sanasa informou que vai recorrer da decisão do TJ.

Laudo de 2004 já apontava contaminação do Sto. Antonio


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Documento classifica região no Mansões Santo Antônio como de alto risco à saúde


03/09/2011 - 09h00 . Atualizada em 03/09/2011 - 09h18
Fábio Trindade  Grupo Rac  
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Entrada do condomínio Parque Primavera, no Mansões: risco
(Foto: Cesar Rodrigues/AAN )
A Prefeitura de Campinas poderia ter resolvido o problema de contaminação de parte do solo do bairro Mansões Santo Antônio, em Campinas, desde 2004. Um estudo realizado na época pelo Ministério da Saúde, a pedido do próprio Executivo municipal, apontou a existência de contaminação do solo e da água subterrânea na região e definiu a área como “perigo para a saúde pública - categoria B”, em uma classificação de A a E, em que A é a mais grave. Porém, sete anos depois, mesmo tendo 52 famílias morando no espaço e com a possibilidade da área de contaminação ter aumentado, as análises no local foram retomadas apenas este ano. 

O secretário de Assuntos Jurídicos, Antonio Caria Neto, e o interino da pasta de Meio Ambiente, Júlio César Tosello, chegaram a afirmar anteontem, durante uma audiência pública ocorrida no plenário da Câmara Municipal, que a Prefeitura não tem exata noção da real dimensão do problema e de seus efeitos à população, conforme mostrou o Correio em sua edição de ontem, porque não existiam estudos que apontassem a situação do local.

Os secretários ainda afirmaram que, como a construtora responsável pela obra, a Concima, não realizou esses estudos, o próprio Executivo teria que providenciar as análises para, então, agir. Porém, uma liminar obrigando a Concima, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e a Proquima — que funcionou no local por mais de 20 anos e encerrou suas atividades em 1996 — a realizarem os estudos e, posteriormente, a recuperação da área, ocorreu antes do estudo do Ministério da Saúde. 

Questionado sobre a existência do posicionamento do ministério, o secretário interino da pasta de Meio Ambiente disse que a análise se tratou apenas de “um estudo alternativo” e que ele não atende a legislação vigente para tomar providências em relação ao local, como, por exemplo, a retirada das 52 famílias. “Para eu ter certeza da gravidade da área, preciso de um parecer da Cetesb. A lei pede isso. Então se trata apenas de uma questão legal. Claro que esse estudo é um indicativo preocupante, mas ele deveria ter sido submetido à Cetesb, o que não foi feito.”

Já a diretora da Vigilância em Saúde (Visa), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Campinas, Maria Filomena Gouveia Vilela, informou que, na época em que o estudo foi feito, todos os órgãos envolvidos na questão, o que inclui o Ministério Público, a Cetesb, a Prefeitura e a Concima, ficaram cientes do problema, foram incumbidos de tarefas e tomaram todas as medidas cabíveis para a época em cima desse estudo. “Todos esses órgãos formavam um grupo de trabalho para agir no bairro e constatamos, naquele momento, que as pessoas poderiam morar em apenas um dos trêsprédios construídos. Depois disso, a Cetesb fez algumas análises suplementares, mas esse mesmo grupo de trabalho retomou as ações em conjunto este ano, entre maio e junho, quando foi oficializado.” 

Maria Filomena disse que os órgãos passaram a se reunir quase que semanalmente para tratar o assunto. “Mas algumas partes envolvidas não estão cumprindo o que foi acordado no TAC (termo de ajustamento de conduta, firmado com o Ministério Público)>. O que cabe à Secretaria de Saúde é monitorar a população exposta que foi elencada no estudo de avaliação de risco, e isso estamos fazendo”, disse.

O MP foi questionado sobre o não cumprimento do TAC há anos, sem que os responsáveissofressem qualquer punição, porém, até o fechamento desta edição, o órgão não se manifestou. 

A Secretaria de Saúde foi quem solicitou o estudo ao ministério. Na metodologia utilizada pela pasta, chamada Agency for Toxic Substances and Disease (ATSDR), do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, a categoria em que o bairro Mansões Santo Antônio foi enquadrado é utilizada para as áreas que apresentam um perigo para saúde pública como resultado de exposições a longo prazo à substâncias perigosas.

“O material que tem lá possui metal pesado e elementos voláteis, que criam um gás. Esse gás é inflamável. Se você tiver uma grande quantidade desse gás confinado lá embaixo e você provocar uma combustão, vai acontecer... Ele é um gás inflamável. Por isso, precisamos saber o tamanho exato disso”, alertou Tosello.

A torre A do Residencial Parque Primavera está ocupada, desde 2001, por 52 famílias. Um total de 104 famílias, que compraram os apartamentos das outras duas torres, aguardam uma solução. A Concima foi questionada pela reportagem sobre os fatos, mas não retornou para comentar o caso. Representantes da Proquima não foram localizados para dar a sua versão dos fatos.

Cetesb
A Cesteb informou que a Concima ficou responsável por realizar as ações de investigação e remediação da área impactada e, para tal, foi acordado um cronograma físico. Durante os trabalhos, mostrou-se necessária a adoção de medida de “mitigação de intrusão de vapores” na área da Torre A, e a própria Concima propôs um projeto. Expirado o prazo estabelecido, o projeto não foi implantado de forma plena e nem a operação do sistema iniciada.

Dessa forma, por solicitação da Prefeitura de Campinas, a Cetesb disse que está elaborando Informação técnica a ser encaminhada ao Executivo, em que constarão suas considerações e recomendações, possibilitando que a Prefeitura adote as medidas que considerar pertinentes.

Vereador denuncia prefeito de Monte Mor em suposto caso de superfaturamento

Promotoria vai apurar denúncias de irregularidades em contratos e na prestação de contas


MP investiga gestão na área da Saúde em Campinas




04/09/2011 - 07h41 . Atualizada em 04/09/2011 - 07h49 
Henrique Beirangê   






Usuários do serviço público de saúde esperam para serem atendidos no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti: falhas apontadas pelo Tribunal
(Foto: Augusto de Paiva/AAN)
O Ministério Público (MP) investiga convênios firmados pela Prefeitura de Campinas para a gestão da área deSaúde do município. A apuração foi iniciada após a apresentação de documentação por parte de integrantes do Conselho Fiscal do Conselho Municipal de Saúde à Promotoria para que fossem investigados contratos e prestações de contas com falhas identificadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e contratação de serviços na área hospitalar sem a realização de licitações. 

De acordo com integrantes e ex-integrantes do conselho, a falta de acesso a contratos, notas fiscais, recibos e documentos contábeis que detalhem a utilização dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) ao Conselho Fiscal do Conselho Municipal de Saúde tornou a gestão dos recursos da Secretaria de Saúde de Campinas uma verdadeira caixa-preta.
Eles denunciam que a negativa do Executivo em fornecer informações, às quais, por lei, deveriam ter acesso, e sem o auxílio de contadores e auditores que a Prefeitura também deveria fornecer ao órgão, deixam cerca de R$ 800 milhões, previstos para o orçamento da Saúde em 2011, serem gastos sob fiscalização rudimentar e levanta questionamentos quanto à eficiência da gestão dos recursos e para onde o dinheiro tem sido destinado. O conselho foi criado justamente para servir de instrumento de fiscalização por parte dos usuários do SUS.
Na esteira das discussões sobre um possível retorno da CPMF e da necessidade da melhoria da gestão do gasto público na área de atendimento médico gratuito, relatórios recentes do TCE-SP revelam que duas entidades da cidade, que movimentarão este ano cerca de R$ 100 milhões, apresentaram pelo menos 20 irregularidades nas últimas prestações de contas. 

Documentos do TCE mostram que, desde a compra de insumos com sobrepreço, passando por contratação de funcionários sem concurso, ausência de plano de trabalho e de metas são comuns em entidades do sistema de Saúde de Campinas. As falhas levaram o TCE a relatar, no Processo 182/003/10 (veja fac-símile), que a “ausência de dados” que deveriam ser enviados ao órgão impossibilita a avaliação da eficiência da gestão do convênio da Prefeitura com o Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira, entidade que deverá movimentar pelo menos R$ 70 milhões em recursos públicos em 2011.

O coordenador fiscal do Conselho Municipal de Saúde até fevereiro deste ano, Cláudio Trombetta, diz que o Conselho Fiscal, em função da falta de documentos apresentados pela Prefeitura, tem reiteradamente reprovado as contas das entidades conveniadas ao Executivo, mas, à revelia dos relatórios, por possuir maioria no conselho pleno do órgão, o Executivo consegue fazer valer sua vontade, aprovando a prorrogação dos contratos. “Não temos acesso a notas, documentos, contratos e aos exames de licitação. Só nos enviam balancetes que não detalham nada”, diz. 

A informação é confirmada pelo atual presidente do Conselho Municipal de Saúde, José Paulo Porsani. “Temos dificuldades, tem uma burocracia muito grande”, afirma.

A falta de estrutura também dificulta o trabalho de fiscalização dos gastos do orçamento da Saúde em Campinas. Com apenas seis conselheiros, todos voluntários e sem especialização no controle de receitas, o órgão não conta com assessoria contábil independente e, entre o amontoado de documentos que a Prefeitura envia, a estrutura precária do órgão quase impossibilita qualquer controle. “Não nos dão estrutura e o relatório do TCE sobre o Cândido Ferreira prova que não há controle nenhum da Prefeitura na gestão dos gastos”, afirma Trombetta.
O documento do Tribunal de Contas, de 63 páginas, também relata que as movimentações financeiras apresentadas pela entidade apresentam valores obtidos de aplicações financeiras indefinidos; funcionários contratados pela entidade e à disposição da Prefeitura, recebendo remuneração em dobro; contratações que “proporcionam o possível descumprimento ao teto constitucional”, além da existência de outros convênios, cujas informações não foram disponibilizadas à auditoria.

Interferência entre os poderes, imagina!!


Escândalo Prefeituras 8

TJ-SP nega recurso da Câmara para afastar Vilagra

Desembargadora rejeita argumento de interferência entre poderes

02/09/2011 - 15:38
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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou, na tarde desta sexta-feira (02), o recurso impetrado pela Câmara de Vereadores de Campinas e manteve Demétrio Vilagra (PT) na prefeitura. O agravo de instrumento foi impetrado pelo procurador da Câmara, Manuel carlos Cardoso, na quinta-feira (1º) e pedia a manutenção do afastamento temporário de Vilagra e a instalação da Comissão Processante (CP) contra ele. O vice-prefeito assumiu o Executivo oficialmente em 23 de agosto, três dias depois da cassação de Hélio de Oliveira Santos (PDT). Os vereadores o afastaram no dia 24, mas ele conseguiu derrubar na Justiça os efeitos da decisão da Câmara.
A Desembargadora Maria Cristina Cotrofe Biasi, da 8ª Câmara de Direito Público do TJ-SP, não acatou o pedido da procuradoria, de que a decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas significava uma interferência do Judiciário nos outros dois poderes, Legislativo e Judiciário. O outro argumento do procurador era de que Vilagra foi prefeito interino de Campinas em diversas ocasiões, quando Dr. Hélio stava ausente. Com isso, o atual prefeito poderia ser responsabilizado pelas mesmas acusações que cassaram o pedetista.

A Justiça de Campinas aceitou o argumento do advogado de Vilagra, Hélio Silveira, de que a CP somente pode ser instaurada para apurar infrações praticadas no exercício do cargo de prefeito. Para Hélio Silveira, as duas decisões são um “ato abusivo do presidente da Câmara” e se referem a episódios anteriores à posse.
Confira os principais trechos do despacho da desembargadora:
Interferência de poderes
"Processe-se o presente agravo de instrumento, sem outorga de efeito suspensivo. Nesta fase de cognição sumária, não se mostra ilegal, irregular ou teratológica a exegese feita pelo MM. Juiz"
Prefeito em exercício
"O julgamento [de Demétrio Vilagra] de supostas infrações político-administrativas pela Câmara Municipal limita-se aos atos emanados pelo Prefeito durante o exercício do cargo, o que exclui da Comissão Processante a apuração das condutas praticadas pelo agravado enquanto Vice-Prefeito, sem prejuízo da eventual responsabilização penal, civil ou administrativa que possa advir desses fatos pretéritos."
"Para instituir Comissão Processante para processar e julgar Vice-Prefeito, somente se aplica nas hipóteses em que o Vice-Prefeito atuou na condição de Prefeito, o que não é o caso. A aplicação da Lei Federal 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa), no âmbito da Câmara Municipal, deve ser necessariamente jurisdicional."
"Não há possibilidade de cassação de mandato [de Hélio de Oliveira Santos] já extinto. Hipótese que, contudo, não obsta investigação por via adequada. Sentença mantida, Recurso/oficial não conhecido."

Educação apura desvio de uniformes de Campinas

Prefeitura de Campinas abre concurso na área da saúde e educação - TVB afiliada Record

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